Um medicamento usado para tratar condições de pele pode ser altamente promissor no tratamento do transtorno do uso de álcool, de acordo com pesquisadores da Oregon Health & Science University.
O apremilast foi testado em animais e reduziu o consumo de álcool em diferentes cepas de camundongos predispostos ao uso leve a pesado de álcool. Em um estudo clínico controlado por placebo com 51 pessoas com transtorno por uso de álcool, o apremilast reduziu em mais de 50% a média diária de consumo de álcool, de cinco bebidas por dia para duas.
O medicamento aumentou a atividade no núcleo accumbens, a região do cérebro envolvida no controle da ingestão de álcool que também é responsável por funções como recompensa, prazer, vício, risco, medo e agressão.
Dados coletados pelo Ministério da Saúde indicam que no Brasil, um homem morre a cada dez minutos devido ao uso nocivo de álcool. Em 2020, foram mais de 50 mil mortes relacionadas ao consumo de álcool, com homens correspondendo a 76,7% desses casos. A faixa etária mais afetada foi a de homens com 55 anos ou mais, seguida por homens de 35 a 54 anos.
Os pesquisadores afirmam que o apremilast é um excelente candidato para avaliação mais aprofundada como um novo tratamento para pessoas com transtorno por uso de álcool, e mais ensaios clínicos devem ser realizados em pessoas que procuram tratamento. O resultado dessa pesquisa é promissor para o tratamento do vício em geral.
Fonte: Scitechdaily
