O que pode (e o que não pode) comer na Sexta-Feira Santa, segundo a fé cristã?

Veja quais alimentos são permitidos na Sexta-Feira Santa e conheça a origem dessa prática religiosa.


Na Sexta-Feira Santa, os praticantes da fé cristã observam um dia de reflexão e penitência, honrando o sacrifício de Jesus. A prática de se abster de carne nesse dia é uma tradição inserida em antigos rituais religiosos que continua a ser seguida por muitos católicos em todo o mundo.

A escolha dos alimentos consumidos nesse dia possui um significado simbólico, sendo influenciada pelas orientações da Igreja Católica. É uma forma de demonstrar respeito e solidariedade ao sofrimento de Cristo.

O que comer na Sexta-Feira Santa

A Igreja Católica, por meio do Código de Direito Canônico, estipula que os fiéis devem abster-se de carne vermelha e aves na Sexta-Feira Santa. Esta prática é uma forma de penitência e sinal de união ao sacrifício de Jesus.

O jejum também é incentivado, com a alimentação ficando restrita a uma refeição principal e duas menores ao longo do dia.

No entanto, a conferência episcopal pode permitir substituições, como obras de caridade ou orações, em vez da abstinência de carne.

Alimentos permitidos

Embora as carnes vermelhas e de aves sejam evitadas, outros alimentos são permitidos. A lista de ingredientes liberados inclui:

  • Proteínas vegetais, como tofu e leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha).
  • Peixes e frutos-do-mar, como atum, bacalhau, salmão e camarão.
  • Ovos e laticínios, como queijo, manteiga e iogurte.

Significado do peixe na tradição

O consumo de peixe na Sexta-Feira Santa é uma prática que remonta a tempos antigos. A carne vermelha, vista como símbolo de opulência, foi evitada em favor dele, um alimento mais humilde.

No cristianismo, o peixe possui um simbolismo significativo, aparecendo em várias passagens bíblicas. Durante o tempo dos primeiros cristãos, o peixe (Ichthys) servia como símbolo de identificação religiosa, reforçando sua pertinência aos rituais.

Assim, a tradição de não consumir carne na Sexta-Feira Santa está profundamente enraizada no simbolismo de sacrifício e penitência da fé católica, representando uma forma de vivenciar o luto e reflexão sobre Jesus.

Essa prática também permite que os fiéis se conectem com a dor de Cristo, ao mesmo tempo que promove um espírito de caridade e partilha.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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