Enem, Fuvest e UnB: inteligência artificial e redes sociais invadem questões de vestibulares

Inteligência artificial e redes sociais desafiam estudantes nos vestibulares com questões que exigem senso crítico e conhecimento amplo.


Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) ganhou espaço significativo nos vestibulares do Brasil. O impacto dessa tecnologia na sociedade, especialmente em relação a temas como redes sociais e fake news, tornou-se um diferencial na preparação dos estudantes.

Essas novas questões extrapolam o tradicional conhecimento técnico, pedindo que os candidatos demonstrem raciocínio crítico e uma compreensão mais ampla do contexto sociocultural.

Assim, é essencial que os estudantes estejam atualizados e consigam relacionar a IA a tópicos contemporâneos.

Exemplos de questões recentes

Segundo o Guia do Estudante, a preparação para essas questões é crucial. Elas não apenas testam o domínio dos temas tecnológicos, mas também como estes se conectam a questões de ética e democracia.

O raciocínio crítico e o domínio da leitura são habilidades indispensáveis. Veja alguns exemplos de perguntas recentes sobre o assunto em vestibulares pelo Brasil.

Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024

No Enem, uma professora utilizou memes para ensinar sobre a manipulação de conteúdos nas redes sociais. A questão exigia que os alunos identificassem a divulgação de informações manipuladas, relacionando memes a fake news.

Universidade de Brasília (UnB) 2025

A UnB desafiou os alunos a julgarem afirmativas sobre a Lei de Moore e os impactos da IA. A prova incluiu desde o uso de drones até a obsolescência programada, pedindo que os candidatos refletissem sobre a geografia das inovações tecnológicas.

A ética no uso da IA também foi tema na UnB. Os candidatos precisaram avaliar afirmativas sobre a aplicação ética na saúde, destacando a importância do debate ético em torno dessas tecnologias.

Fuvest/USP 2025

Na Fuvest, uma tirinha esteve no centro de uma questão sobre IA. O humor foi utilizado para criticar a dependência das ferramentas de inteligência artificial, ressaltando o risco de essa dependência comprometer a formação profissional dos estudantes.

A relação entre extrativismo de dados e colonialismo de dados também foi explorada na Fuvest de 2025. A comparação exigiu dos candidatos a interpretação das visões de Morozov e Couldry sobre a atuação das big techs.

Essas questões refletem a necessidade de um conhecimento multidisciplinar e crítico. Ao se depararem com elas, os estudantes não devem se limitar aos aspectos técnicos, mas sim expandir sua compreensão para incluir questões sociais e éticas contemporâneas.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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