Quanto ouro ainda existe no planeta? Já extraímos mais de 200 mil toneladas
Estudo indica que maior parte do ouro terrestre está no núcleo.
O ouro é um metal precioso comumente associado ao luxo e à prosperidade. Sua formação resulta de fenômenos cósmicos intensos, como a colisão de estrelas de nêutrons. Mas, afinal, quanto ouro já foi extraído e quanto ainda resta?
Segundo o Conselho Mundial do Ouro, cerca de 216,3 mil toneladas de ouro já foram retiradas da Terra. Desse total, uma significativa porção é destinada a joias, enquanto outra parte notável está em coleções e bancos centrais.
Além disso, o Serviço Geológico dos Estados Unidos aponta que aproximadamente 187 mil toneladas foram extraídas. Destaca-se que ainda há reservas de ouro significativas a serem exploradas, principalmente em nações como Rússia, Austrália e África do Sul.
Reservas e recursos: distinções cruciais
O Mineral Commodity Summaries revela que existem 64 mil toneladas de ouro em depósitos acessíveis. Resta saber quais deles são economicamente viáveis de explorar. Os três países com as maiores reservas são Rússia, Austrália e África do Sul.
Recursos são áreas com potencial mineral, mas com pouca comprovação geológica, enquanto reservas são depósitos economicamente viáveis.
O Conselho Mundial do Ouro estima que existem 54,7 mil toneladas em reservas acessíveis e 132,1 mil toneladas como recursos potenciais.
Foto: iStock
Ouro na crosta e no núcleo terrestres
Pesquisas da Universidade da Califórnia indicam que a maior parte do ouro está dispersa na crosta terrestre. A Royal Mint estima que, se reunido, esse ouro pesaria cerca de 400 milhões de toneladas, principalmente em rochas ígneas.
Estima-se que 99% do ouro estejam no núcleo terrestre, resultado de sua densidade durante a formação inicial do planeta. Esse volume seria suficiente para cobrir toda a Terra com uma camada de 0,5 metro de espessura de ouro.
Assim, enquanto a humanidade já extraiu uma quantidade significativa de ouro, ainda há vastas reservas a serem exploradas.
Contudo, a maior parte do precioso metal permanece fora de alcance, escondida no âmago do planeta.

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