Animais do cerrado brasileiro – O que é o cerrado, localização, espécies em extinção

Considerada a savana mais biodiversa de todo o planeta, o cerrado apresenta cerca de 2.500 espécies de animais catalogados. Veja alguns animais em extinção do bioma.

Um dos seis grandes biomas brasileiros, o cerrado pertence à categoria das savanas e se caracteriza por ser uma zona de transição entre bosques e prados.  Ocupa cerca de 25% do território nacional com uma área de aproximadamente 2 milhões de km2.

Considerada a savana mais biodiversa em todo o planeta, o cerrado abrange oito estados do território nacional: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.

Desde a década de 70, a região do cerrado se tornou a principal área de produção agrícola e agropecuária do Brasil.

Cerca de 2.500 animais do cerrado já foram catalogados na região. Entre os vegetais, estima-se que existam cerca de 10 mil espécies de plantas.

Alguns animais do cerrado estão em extinção como é o caso do tamanduá-bandeira e do lobo-guará.

Dados apontados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade indicam que mais de 130 espécies estejam nesta situação.

Animais do cerrado brasileiro:

Tamanduá Bandeira  (Myrmecophaga tridactyla)

O tamanduá-bandeira é um mamífero e apresenta hábitos solitários na vida adulta. Para caçar seu alimento, ele costuma caminhar durante o dia todo.

A alimentação do tamanduá-bandeira é baseada em formigas, cupins e larvas.

Este animal vem sofrendo com a perda de seu habitat, atropelamentos e caça, sendo assim considerado uma espécie com risco vulnerável de extinção.

Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus)

 Animal que tem como característica a vida solitária, é considerado inofensivo, e não tem o hábito de se aproximar de populações humanas.

Costuma ser visto no entardecer em grandes campos e, devido a urbanização dos espaços, tem sido frequentemente atropelado ao atravessar estradas.

Veado Mateiro (Mazama americana)

O veado mateiro é um mamífero que vive no Cerrado e na Mata Atlântica, também conhecido como veado-vermelho ou veado-pardo.

É um animal que vive sozinho, forma pares apenas nos período de reprodução. Sua alimentação é baseada em frutos, folhas, brotos e gramíneas.

Ariranha (Pteronura brasiliensis)

A ariranha é um mamífero endêmico da América do Sul e pode ser encontrada na bacia do Rio Amazonas, além de ser encontrado no Pantanal.

É uma espécie que vive perto de rios, pois sua alimentação é baseada em peixes. Permanece a maior parte do tempo embaixo d’água, tem como característica nadar para trás.

Seriema (Cariama cristata)

A seriema é uma ave típica do Cerrado, sendo conhecida por seu porte imponente, além da cauda e da crista com penas longas.

Anta (Tapirus terrestris)

A anta é considerada o maior mamífero brasileiro, apresenta em média 300 kg e vive próximo de rios. Sua alimentação é feita principalmente por folhas de árvores e arbustos, além de frutas, ervas e raízes que encontra pelo caminho.

Entre os seus principais predadores estão a onça pintada, a suçuara e o ser humano. É um animal frugívero que auxilia na dispersão de sementes pelo bioma.

Gato-maracajá (Leopardus wiedii)

O gato-maracajá é um felino nativo da América Central e do Sul que pode ser encontrado em diversos biomas brasileiros. Além do Cerrado, este animal também pode ser encontrada na Amazônia, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Com o visual semelhante ao de uma jaguatirica, o gato-maracajá tem tamanho menor.

Para atrair suas presas, ele costuma armar emboscadas, principalmente para os filhotes de macaco sagui.

Pato-mergulhão (Mergus octosetaceus)

O pato-mergulhão é uma ave considerada rara sendo classificada como criticamente ameaçada de extinção.

Ele vive em rios e riachos e apresenta habilidade de natação, podendo ficar submerso por até 30 segundos para capturar sua presa, que normalmente são pequenos peixes, como o lambari.

Uma das características mais marcantes dessa ave é que ela vive somente em águas limpas e margeada por mata nativa, por isso é reconhecida com uma espécie bioindicadora da qualidade da água.

Pica-pau-do-campo (Colaptes campestris)

O pica-pau-do-campo é uma ave conhecida por sua cores marcantes, especialmente o amarelo do pescoço e cabeça.

Possui bico fino e longo, consegue se alimentar de insetos, principalmente formigas e cupins.

É encontrado caçando seu alimento no solo, porém ao se sentir ameaçado, ele procura locais mais altos para se proteger, como árvores ou grandes pedras.

Onça Pintada (Panthera onca)

Considerado o terceiro maior felino do mundo, a onça pintada fica em primeiro lugar no Continente Americano. Com hábitos solitários, sua presença é um forte indicativo da existência de água.

Desempenha um papel fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas, pela regulação de populações. Pesando até 100 kg, a onça é um predador forte e possui uma mordida característica: consegue fraturar diretamente os cascos de répteis, como a tartaruga, com apenas uma mordida.

Jaguatirica (Leopardus pardalis)

Semelhante ao gato maracajá, a jaguatirica é um felino de porte médio, com hábitos noturnos e solitários. Sua alimentação consiste basicamente de roedores e animais de pequeno porte, como peixes, répteis e aves. Quando em cativeiro, a jaguatirica pode viver até 20 anos o dobro do observado em estado selvagem.

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