Os professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro seguem em paralisação, apesar da decisão do Tribunal de Justiça do Estado. Dessa forma, o fim da greve parece estar longe, uma vez que seu início se deu há mais de um mês, no dia 17 de maio.
De acordo com o desembargador e presidente do TJRJ, Ricardo Rodrigues Cardozo, a decisão da paralisação é ilegal e que as negociações devem continuar com os professores trabalhando. No entanto, após a categoria se reunir, o decidido foi manter a greve acontecendo.
Após isso, a categoria marcou para amanhã um “arrastão da greve” nas escolas da rede estadual, para informar qual é a intenção e para onde o movimento vai se desdobrar.
Entenda a manifestação dos professores
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) está paralisando as atividades e reivindicando por alguns direitos básicos da categoria. De acordo com as informações da Sepe, o exigido é que haja a aplicação já decidida do piso salarial nacional do magistério.
Além disso, os professores têm pedido para que seja cumprido o plano de carreira estabelecido pelas leis federais. Por último, há também a solicitação para que todas as faltas por greve sejam abonadas, contando desde 2016.
No entanto, Cardozo considera essas manifestações irregulares e que as atividades da categoria são essenciais para a manutenção da ordem e para o desenvolvimento dos cidadãos. Por isso, decidiu fixar multa de R$ 500 mil ao Sepe, além de outros R$ 5 mil para os seus diretores, caso haja o descumprimento.
Apesar da decisão, greves continuam
Ainda que mais reuniões estejam previstas para os debates das reivindicações, nenhuma das últimas houve qualquer tipo de acordo entre o Estado e a categoria.
Por isso, após reunião na quadra de São Clemente, os professores decidiram que continuarão com a greve, independentemente da decisão judicial. A próxima reunião acontecerá na próxima quarta-feira (28), por determinação do TJRJ, com representantes do Sepe e do governo estadual.
Por fim, de acordo com a Secretária de Estado de Educação, Roberta Barreto, é necessário que haja uma conciliação, uma vez que a prática e a valorização da profissão são essenciais, mas os alunos não podem ser prejudicados pelas reivindicações.
