Muitas pessoas acreditam que, uma vez que suas milhas aéreas tenham expirado, não há como recuperá-las e, portanto, o investimento foi por água abaixo.
Apesar dessa informação parecer verdadeira, a realidade é mais promissora e positiva do que se imagina. Mesmo após a data de vencimento, existem casos nos quais é possível resgatar esses recursos valiosos e dar-lhes uma nova vida.
Por isso, Marcelo Rubles, educador financeiro e especialista em viagens aéreas, trará à tona as melhores estratégias para recuperar milhas expiradas e também desmistificará alguns conceitos equivocados que permeiam o intrigante universo das milhas.
A recuperação das milhas
O especialista esclarece que a primeira etapa crucial é compreender a distinção entre quilômetros e pontos.
Ele destaca que, se o saldo estiver exclusivamente no sistema de pontos do cartão de crédito, a validade costuma ser de dois anos.
Em caso de expiração, surgem duas opções: a plataforma pode não permitir a recuperação ou, então, exigir um desembolso específico, o que torna a recuperação menos vantajosa.
Quando esses pontos são transferidos para o programa de fidelidade de uma companhia aérea, eles são convertidos em milhas e, normalmente, recebem um acréscimo de mais dois anos de validade.
Se o prazo estipulado também expirar, há boas notícias. Em muitos casos, é viável recuperá-las e a estratégia é simples: é preciso apenas ter paciência.
Geralmente, as empresas realizam promoções para reativar as milhas a um custo reduzido e, em algumas situações, até oferecem um bônus adicional para aumentar o saldo total de milhas.
Assim, basta ficar atento ao site da companhia e aguardar por uma promoção que se mostre vantajosa. Apesar disso, o especialista indica que o ideal é não deixar que as milhas expirem.
Ele argumenta que, mesmo nas situações mais planejadas, a recuperação das milhas exigirá um desembolso, o que equivale a gastar dinheiro em algo que já se possuía.
