Aquecimento Global: Causas e Consequências

O que é Aquecimento Global? Descubra suas causas e consequências, saiba tudo sobre o assunto.

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Um dos conceitos mais popularizados na imprensa e também no meio científico ao longo dos últimos anos foi o Aquecimento Global, geralmente acompanhado por uma série de previsões climáticas que dizem respeito ao desequilíbrio na forma de se gerir o meio ambiente, sobretudo a atmosfera. Esse tema vem sendo alvo de muitas polêmicas entre pesquisadores e motivo de muita preocupação por parte da população e de muitos governos. Mas, afinal, o que é Aquecimento Global?

O conceito de Aquecimento Global está relacionado a uma teoria que advoga o fato de que o planeta está ficando mais quente, com um gradual aumento nas médias de temperaturas anuais, o que estaria relacionado com a intensificação do efeito estufa. Para muitos, essa elevação térmica é uma consequência manifestada na natureza da forma com que as atividades humanas degradam o meio ambiente e poluem a atmosfera e a biosfera em geral.

Em termos de médias térmicas, a atmosfera terrestre estaria registrando um aumento de 1ºC ou 2ºC em suas temperaturas ao longo dos últimos séculos, de modo a intensificar esse aumento para 2ºC ou até 4ºC nos próximos cem anos. Apesar de ser uma mudança aparentemente pequena, isso resultaria em uma série de problemas ambientais, dos quais se destacariam a elevação do nível dos oceanos pelo degelo das calotas polares.

A seguir, vamos conhecer as principais causas e consequências do Aquecimento Global.

CAUSAS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Na teoria antrópica do Aquecimento Global, a suas causas estão relacionadas, como já dissemos, à forma com que as atividades econômicas impactam o meio ambiente. O aumento da poluição e o uso não sustentável dos recursos naturais estariam no cerne dessa questão, sobretudo após o início dos processos de revoluções industriais, responsáveis por um aumento sem igual das emissões dos chamados gases estufa.

Os gases estufa são os elementos químicos emitidos na atmosfera responsáveis por aumentar a intensidade com que o efeito estufa age sobre a Terra. Esse fenômeno, que é originalmente natural, é responsável pela manutenção de calor no planeta ao reter parte dos raios solares que incidem sobre a Terra após serem refletidos pelas superfície. Quando intensifica, o efeito estufa poderia deixar o ambiente terrestre quente demais para muitas formas de vidas.

Esses gases são o dióxido de carbono (CO2), produzido a partir da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, em veículos e também na produção industrial; o gás metano (CH4), que também surge na queima de combustíveis e na decomposição de matéria orgânica; o óxido nitroso (NH2), gerado na indústria e na aplicação de fertilizantes e os Perfluorcarbonetos (PFC’s). Dessa lista, os dois primeiros são os que mais estragos provocam devido à sua maior quantidade na atmosfera, embora os últimos tenham um poder maior de potencializar o efeito estufa.

Uma outra importante causa para o aquecimento global é o desmatamento, que agrava o problema de duas formas. A primeira é com as queimadas predatórias, gerando uma maior emissão de poluentes. A segunda é a diminuição do papel da vegetação na emissão de umidade, como ocorre na Amazônia, e no controle climático. Com o avanço das atividades agrícolas sobre as áreas naturais, o cenário é de pessimismo entre os ambientalistas e especialistas que estudam os impactos negativos da derrubadas das florestas sobre o clima.

AS CONSEQUÊNCIAS DO AQUECIMENTO GLOBAL

Como sabemos, o processo de aquecimento gradativo do planeta gera preocupações por conta de seus efeitos sobre o clima e a superfície terrestre. Dentre esses efeitos, o primeiro e mais conhecido deles é o derretimento das calotas nos polos da Terra e também em montanhas e em áreas de elevadas latitudes, como a Groenlândia. Com esse derretimento, a tendência é o aumento do nível dos oceanos, podendo inundar áreas litorâneas inteiras e localidades que se encontram no nível do mar ou em regiões com depressões absolutas.

Além da alteração no volume das águas oceânicas, o degelo provocado pelo Aquecimento Global poderá gera um grave desequilíbrio ecológico. Afinal, a alteração térmica da água oceânica também é sentida nesse processo, impactando toda a diversidade marinha e podendo levar espécies inteiras à extinção, o que acarreta em problemas para a cadeia alimentar.

Na ordem climática e no uso dos solos, um dos problemas que se intensificam é a desertificação. Esse fenômeno consiste no esgotamento dos solos em regiões de clima árido e semiárido, onde a evaporação da água contida é maior do que os níveis de chuva. Com a elevação das temperaturas pelo Aquecimento Global e perda da umidade do ar em razão do desmatamento, a tendência é a ampliação das áreas com essas características, o que, associado ao uso incorreto da terra na agricultura, pode gerar grandes regiões desertificadas.

Citam-se também alguns problemas ambientais cuja relação com o Aquecimento Global não se encontra totalmente provada, mas que, na concepção de muitos especialistas, têm se apresentado de maneira cada vez mais intensa à medida que a alteração climática avança. Entre esses impactos, vale destaque para o aumento dos furacões, tufões e outros tipos de ciclones, causando muitas mortes e terríveis efeitos sobre o espaço geográfico.

Vale lembrar, por fim, que nem as áreas verdes que se mantiverem preservadas estariam totalmente salvas, haja vista que o Aquecimento Global reduziria drasticamente o regime de chuvas, conforme apontam algumas estimativas elaboradas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, o IPCC. Com isso, a sustentação da floresta estaria ameaçada, o que, por sua vez, poderia resultar na perda dos solos e na quantidade de água doce disponível no conjunto que compõe a hidrosfera terrestre.

É preciso destacar, porém, que o Aquecimento Global e sua existência não é alvo de consenso na comunidade científica, havendo vários pesquisadores que se posicionam de maneira cética a essa teoria e até tentam provar a sua inexistência, com destaque para o meteorologista brasileiro Luiz Carlos Molion e muitos outros. De toda forma, independentemente da existência desse fenômeno climático, é preciso que a humanidade desenvolva formas de poluir menos e conservar melhor os recursos naturais renováveis e não renováveis disponíveis no planeta.

Por Rodolfo F. Alves Pena
Mestre em Geografia

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