Brasil é o país que menos valoriza professores, revela pesquisa

Pesquisas recentes também revelam que o Brasil é um dos piores do mundo quando o assunto é Educação.

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Pergunte a uma criança qual profissão ela deseja seguir no futuro. Enquanto ocupações mais recentes, como youtuber e influenciar digital estão entre as preferidas dos pequenos. As áreas de licenciatura estão cada vez mais distantes dos sonhos.

Apesar de a tecnologia envolvida nas novas profissões ser encantadora, há uma explicação bem mais complexa do que apenas o fato de não querer ser professor.

Além da dificuldade diária de trabalhar em um dos piores sistemas educacionais do mundo, os docentes precisam lidar, ainda, com baixos salários, sobrecarga de trabalho e desrespeito em sala de aula.

A percepção desses fatores pelos brasileiros fez o Brasil figurar como o último país no ranking de prestígio de professores. Foi o que mostrou uma pesquisa feita pela Varkey Foundation, entidade empenhada à melhoria da educação mundial, e replicada pelo site G1 na noite de ontem, 7.

Não bastasse isso, enquanto o restante dos países pesquisados perceberam melhoras no status dos professores, o Brasil teve a situação agravada, tornando-se a nação que mais desvaloriza os docentes.

A pesquisa anterior foi feita em 2013. Cinco anos atrás o país estava na penúltima posição em meio aos 21 pesquisados. Neste ano, entretanto, quando o Brasil ficou em último lugar, foram analisados 35 países.

Curiosamente, Estados Unidos e países da Europa não estão no topo do ranking. Entre os dez melhores colocados, seis são asiáticos: Singapura, Índia, Coreia, Indonésia, Taiwan, Malásia e China. Os três últimos, por sua vez, são os três melhores colocados, sendo a China a nação que mais valoriza os professores.

Outros índices

Além do ranking geral, o Brasil também revelou péssimos índices em pontos específicos. Os dados mostram que apenas um em cada dez brasileiros acha que os docentes são respeitados pelos alunos em sala de aula. Tal situação tem reflexo direto do desempenho escolar dos estudantes.

Outra realidade levantada pela pesquisa é a forma como os brasileiros enxergam a profissão de professor. Cerca de 88% a consideram como de “baixo status”, índice que fica atrás apenas de Israel.

Isso é um fator de peso na hora de decidir a futura profissão, refletindo na queda do número de novos professores. Apenas um a cada cinco brasileiros influenciariam o filho a ser professor.

Foi revelada, ainda, uma distorção em relação ao modo como os indivíduos enxergam as jornadas de trabalho e os salários da categoria. Se de um lado as pessoas acreditam que docentes trabalham 39,2 horas por semana, eles relatam cargas horárias de 47,7 horas semanais. Ainda que os brasileiros não achem os salários justos, elas o percebem maior do que de fato é.

Em relação à classificação do ensino, o Brasil fica como o segundo pior do mundo, atrás apenas do Egito. Em uma escala de zero a dez, a nota atribuída pelos cidadãos foi de 4,2 enquanto o sistema educacional egípcio ficou com 3,8. A líder do ranking, com nota 8, é a Finlândia.

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