A cidade pós-medieval de Brunell, localizada na Ilha de Skye, Escócia, foi encontrada na floresta de Glen Brittle. Essa descoberta ocorreu acidentalmente durante uma checagem ambiental prévia ao período de colheita.

Arqueólogos identificaram aproximadamente 28 construções, incluindo casas, estábulos, celeiros e fornos para a secagem de milho, bem como cercados para animais e campos para agricultura, evidenciando uma comunidade ativa principalmente nos séculos 17 e 18.
Documentos históricos, como um de 1792, mencionam a criação de gado, ovelhas e cavalos na região, indicando que a pecuária era a principal atividade econômica de Brunell, com o gado sendo central para o sustento da população. Este documento também aponta a existência de pequenas quantidades de ovelhas em cada fazenda, sugerindo uma diversidade nas práticas agrícolas.
Por volta de 1840, a população de Brunell era de cerca de 2250 indivíduos, mas esse número declinou significativamente devido a mudanças no modelo de cultivo, com a introdução da pastagem de ovelhas em grandes lotes de terra, deixando os pequenos arrendatários sem trabalho.
Acredita-se que essas mudanças econômicas e sociais tenham levado ao abandono de Brunell no século 19. Embora ainda conste em um mapa de 1832, registros de 1881 mostram o local com apenas duas construções sem telhado e um campo, marcando o declínio final da cidade.
A descoberta de Brunell fornece insights valiosos sobre a vida e a economia de uma comunidade rural da Escócia nos séculos 17 e 18. Além de revelar as práticas agrícolas e estruturas habitacionais da época, o sítio oferece uma oportunidade única para estudar as mudanças socioeconômicas que afetaram as comunidades rurais escocesas, contribuindo significativamente para o entendimento da história e arqueologia da região.
