Cientistas comparam a linguagem dos neandertais com a do ser humano moderno


Quando paramos para pensar sobre assuntos referentes a linguagens, muitas curiosidades surgem e um dos questionamentos mais frequentes é sobre a semelhança da linguagem do humano moderno com alguma outra qualquer.

Estudos sugerem que os neandertais tinham uma maneira de fala muito parecida com a nossa, no entanto, estruturalmente falando, era bem mais simples. Veja abaixo mais detalhes desse assunto.

O idioma dos neandertais era igual o nosso?

Um estudo recente, realizado pelo linguista Antonio Benítez-Burraco, concluiu que os neandertais tinham uma comunicação bem parecida com a dos humanos atuais. Essa comparação, inclusive, também se mostra presente na produção de sons e nas capacidades auditivas.

Nessa mesma pesquisa foi dito que a cavidade craniana desses povos eram menos globulares do que quando comparada à nossa, por isso, a dificuldade para processar uma conversa era muito maior. Além disso, a limitação para desenvolver estruturas mais complexas também se mostrava presente.

Um pouco mais sobre essa espécie

Os neandertais (Homo neanderthalensis), uma espécie hominídea hoje extinta, habitou toda a Europa e algumas partes da Ásia durante a época do Período Paleolítico Médio.

Devido à falta de adaptação cultural, a espécie se viu incapaz de envolver-se em um pensamento do tipo hierárquico e no quesito inovações, pois todos os recursos eram mais limitados.

Voltando a falar sobre a linguagem, acredita-se que a fala desses povos tinha menos categorias funcionais e os sons não eram tão distintos quanto os de hoje. Em relação à transmissão de sons mais elaborados e, por hora, sofisticados, eles também apresentavam muitas dificuldades.

Foi levantada, também, a possibilidade de que fatores como o frio e a seca influenciavam na comunicação, pois havia uma tendência ao uso constante de consoantes na forma de linguagem neandertal.

O que importa, na verdade, é que dificilmente vamos saber como que de fato esses povos falavam, porém, é, sim, uma certeza que as capacidades linguísticas deles eram bem diferentes de nós, seres humanos modernos.

Compartilhar: