Resumo do Feudalismo

Como era a sociedade na época, a forte influência da Igreja, a economia baseada nos feudos, além da relação entre vassalos e suseranos.

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O que é Feudalismo? O sistema feudal, ou, feudalismo, foi o modo de produção dominante na Europa nos idos da Idade Média. Suas bases estavam na posse da terra, o que influenciava a política, economia e a própria organização social.

Como surgiu o feudalismo?

O início do feudalismo deu-se pela insegurança gerada após a invasão do Império Romano Ocidental pelos povos bárbaros germânicos no século V. A Europa passou a construir castelos fortificados que culminaram na formação dos feudos.

Principais características do feudalismo

  • poder concentrado nas mãos dos senhores feudais
  • economia baseada na agricultura
  • utilização dos trabalho dos servos
  • sociedade estamental
  • forte influência da Igreja Católica

Vassalagem e suserania

O nome feudalismo vem da própria estrutura de sua sociedade, ou seja, os feudos, propriedades rurais que abrigavam o castelo fortificado, aldeias, terras para cultivo, bosques e pastos.

As aquisições de terra funcionavam da seguinte forma:

  • guerras: conquista de mais território
  • casamentos: os senhores feudais casavam os filhos entre si, mantendo a terra nas mãos da família
  • concessão: compensação dos serviços prestados por um nobre ou cavaleiro destacado

As relações nos feudos eram baseados no sistema de vassalagem e suserania. O suserano era quem cedia um lote de terra ao vassalo que, em troca de proteção e lugar no sistema de proteção, deveria ser fiel e prestar ajuda ao cedente.

As redes se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Porém, dentro de cada feudo, valiam as leis, economia, justiça e política instaurada por cada senhor feudal.

Religião e a Igreja Católica

A Igreja Católica exercia forte poder sobre a sociedade no período medieval. A influência ultrapassava os limites religiosos e dominava o modo de pensar e se comportar. O clero se declarava como detentor do poder espiritual desde vassalos até a alta nobreza.

Não raro, interferia, inclusive, em decisões políticas e econômicas sob a forma de consultoria aos reis. Além disso, tinham poder econômico considerável por possuir terras nas quais haviam servos trabalhando.

Concentrados em mosteiros, os monges passavam grande parte do tempo rezando, estudando, copiando livros e a Bíblia.

Como era a sociedade feudal

A sociedade feudal era hierarquizada e estática, isto é, oferecia pouca mobilidade social. No topo da pirâmide estava o rei e a nobreza constituída pelos cavaleiros, senhores feudais, viscondes, condes e duques. A ela pertenciam as terras e a arrecadação de impostos.

O poder era dividido entre o rei e os senhores feudais. Em seguida, estava o clero formado pelos membros da Igreja Católica. O poder clerical era imenso e detentor da proteção espiritual da sociedade. Não pagava impostos mas, arrecadava os dízimos.

Pregava que cada membro da sociedade tinha um papel a cumprir na sua passagem pela Terra. Sendo assim, era função do nobre proteger a sociedade sob o ponto de vida militar e, da Igreja, espiritualmente.

Na base da pirâmide estavam os servos camponeses e pequenos artesãos. Presos à terra, a eles cabia o pagamento de pesadas taxas e tributos aos senhores feudais. Entre eles, podemos citar:

  • talha: metade da produção para proteção do feudo
  • corvéia: pagamento por serviços prestados nas terras do senhor feudal em trabalhos de três a quatro dias nas terras do senhor feudal
  • banalidade: taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal
  • Tostão de Pedro: 10% da produção para a Igreja
  • Mão-morta: taxa paga ao senhor feudal após a morte do chefe da família

O senhor feudal era o detentor do poder político por meio do qual formava seus exércitos particulares. Em torno de seus castelos fortificados, toda uma comunidade feudal se desenvolvia sob sua proteção.

Em uma sociedade tão estratificada, é de se concluir que a educação era para poucos e, por isso, concentrada na nobreza. A influência da Igreja era notada, também, aí, por meio do ensino de doutrinas religiosas, latim (o idioma oficial do clero) e táticas de guerras.

Porém, a maior parte da população seguia analfabeta e sem ter acesso a publicações básicas, como livros e impressos noticiosos. Quanto à arte e arquitetura, mais uma vez, era notável a influência religiosa.

Pinturas retratavam passagens bíblicas e ensinamentos religiosos, construções imensas abrigavam igrejas e catedrais, além dos vitrais suntuosos que traziam trechos da Bíblia.

Economia feudal

A economia feudal tinha a agricultura como sua principal atividade e, ainda que as técnicas rudimentares impedissem a produção em larga escala, esta era considerada como auto suficiente por não objetivar a troca.

O feudo constituía a base econômica, ainda, o senhor feudal era o detentor do poder e, quanto mais terras possuía, maior o poder concentrado. Outra atividade muito frequente na Idade Média era o artesanato.

Mesmo que já existissem moedas cunhadas, elas eram pouco utilizadas. O mais comum era o sistema de trocas de produtos e mercadorias.

Guerras no feudalismo

No sistema feudal, quanto mais terra um suserano obtinha, mais era seu poder. Por isso, os senhores estavam em busca constante por mais terras e vassalos. A maneira mais eficiente de alcançar esse objetivo era por meio das guerras.

A base dos exércitos feudais era constituída pelos cavaleiros. A figura dos homens montados em seus cavalos, protegidos por armaduras, escudos e de espada em punho era característica da Idade Média.

As invasões eram frequentes por isso, os senhores feudais construíam seus castelos de forma a proteger seus feudos. Por isso, os cercavam por altos muros.

Como foi o fim do feudalismo?

O sistema feudal entrou em crise a partir do século XII, a chamada Baixa Idade Média, através de uma série de mudanças políticas, sociais e econômicas. Aos poucos, o renascimento comercial, por exemplo, fez com que o feudalismo fosse enfraquecendo para dar lugar ao capitalismo.

O desenvolvimento do comércio e das cidades promoveram a ampliação das fontes de renda. Sendo assim, as relações passaram a se basear no trabalho livre assalariado que compuseram uma nova classe social – a burguesia.

As mudanças econômicas trouxeram, consigo, o aumento da população que exigia maior produção e desenvolvimento de técnicas agrícolas. Para seguir com a concentração de poder em suas mãos, os senhores comercializavam o excedente produzido no feudo.

Isso era obtido por meio da exploração dos servos que, obviamente, explodiram em fugas e revoltas camponesas. O esvaziamento dos feudos fez com que suseranos arrendassem suas terras ou substituíssem os vassalos por assalariados. A partir daí, a mudança para o capitalismo foi ocorrendo de forma gradual.

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