Um estudo inovador realizado por cientistas britânicos aponta uma nova direção na busca por fósseis dos primeiros dinossauros que habitaram nosso planeta.
Publicado na renomada revista Current Biology, o trabalho sugere que tais fósseis podem estar ocultos em meio à vastidão da Amazônia e do deserto do Saara.
A pesquisa, divulgada na última quinta-feira, 23, destaca a importância de tais regiões de difícil acesso, até então pouco exploradas por missões científicas.
Com base em análises e teorias geológicas, os estudiosos acreditam que ossos com mais de 230 milhões de anos podem estar escondidos nesses locais.
Essas descobertas poderiam fornecer novos indícios sobre a evolução dos répteis e sua dispersão pelo globo, o que potencialmente desvenda mistérios sobre a diversidade das espécies de dinossauros.
Amazônia pode conter fósseis de dinossauros muito antigos – Imagem: reprodução/Wikipédia
Fósseis de dinossauros na Amazônia e Saara
Os cientistas apontam duas razões principais para considerar a Amazônia e o Saara como possíveis abrigos dos fósseis mais antigos.
Primeiramente, devido à natureza inóspita e à pouca exploração científica. Em segundo lugar, pela conexão geológica entre essas regiões, que, segundo a teoria da Pangeia, estavam unidas há milhões de anos.
Entre 300 e 200 milhões de anos atrás, a Terra apresentava a formação de dois megassupercontinentes: Laurásia e Gondwana. Gondwana, localizado ao sul, englobava a África, as Américas, a Antártida e partes do sudeste asiático. Nesse vasto território, a Amazônia e o Saara se encontravam, sendo assim um possível berço para a evolução dos dinossauros.
A teoria que sustenta a pesquisa baseia-se na dispersão histórica de fósseis encontrados até o momento. Sugere-se que os dinossauros evoluíram de silesaurídeos, lagartos de quatro patas com o tamanho de cachorros, e posteriormente se espalharam pelo mundo.
Os desafios, no entanto, são grandes, pois fatores antropogênicos e socioeconômicos podem dificultar as descobertas. Contudo, desvendar tais fósseis ocultos é crucial para entender melhor a história evolutiva desses animais pré-históricos.

