Ginástica Artística: História, aparelhos, categorias e regras

Todos os detalhes sobre a modalidades esportivas mais antigas do mundo e que exige completo domínio do corpo por parte dos atletas.

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Inicialmente chamada de ginástica olímpica, a atual ginástica artística passou a ter este nome quando foram englobadas a ginástica rítmica e ginástica de trampolim. Anteriormente voltada apenas a competidores masculinos, hoje, a modalidade possui excelentes competidores, tanto nas provas masculinas, quanto nas femininas.

No brasil, alguns ginastas que brilharam em competições mundiais são os irmãos Diego e Daniele Hypólito, Daiane dos Santos, Jade Barbosa e Laís Souza.

História da Ginástica Artística

Apesar de só ter sido oficialmente transformada em uma modalidade esportiva no século XIX, a ginástica existe desde a Grécia Antiga. Segundo os registros históricos, já naquela época os gregos já praticavam acrobacias em alguns aparelhos, mas com o intuito de atingir a perfeição corporal, que era cultuada na época.

Além disso, ela era utilizada também com o intuito de preparar os atletas para outras práticas esportivas e também durante treinamentos militares.

Mas foi só no início do século XIX que ela passou a ser considerada como uma modalidade esportiva. O responsável por isso foi Friedrich Ludwig Christoph Jahn (1778-1852), um pedagogo alemão que fundou diversos clubes de ginástica para atentar jovens interessados em praticá-la.

Friedrich Ludwig Christoph Jahn, fundador do primeiro clube voltado para a ginastica
Friedrich Ludwig Christoph Jahn, fundador do primeiro clube voltado para à pratica da ginástica

Foi também nessa época que aconteceu a criação de diversos aparelhos, inclusive, alguns que são utilizados até os dias de hoje.

Contudo, a modalidade foi considerada perigosa, e Friedrich Jahn, para alguns o “pai da ginástica”, terminou preso e a modalidade proibida. Para driblar o impedimento, alguns alemães apaixonados pelo esporte o levaram para outros países da Europa.

Foi somente em 1881, com a criação da Federação Europeia de Ginástica é que prática esportiva começou a se consolidar. A partir daí, dentro de alguns anos, em 1896, ela esteve presente nos Jogos Olímpicos de Atenas, mas somente na modalidade masculina. As mulheres só começaram a competir em 1928, na edição dos jogos na Holanda. Já a entrada para os Jogos Pan-Americanos, aconteceu em 1951.

No Brasil, ela começou a ganhar espaço no final no século XIX, trazida para o país pelos imigrantes europeus, ela ganhou rápida notoriedade, principalmente no sul do país, local onde estava a maior concentração das pessoas vindas da Europa.

As primeiras sociedades e federações foram criadas entre 1858 e 1868, mas foi só no século XX que o esporte começou a se espalhar pelo restante do país. Nesta época, atletas de São Paulo e do Rio de Janeiro começaram a praticá-lo nos clubes.

Em 1950 aconteceu o primeiro campeonato nacional, sendo disputados por competidores de São Paulo, Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. E em 1978 foi criada a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que posteriormente se filiou a Federação Internacional de Ginástica (FIG), responsável por organizar as competições mundiais.

A primeira participação do país em Olimpíadas aconteceu nos jogos de Moscou, em 1980. Desde então, experimentou um crescimento exponencial, com atletas que se destacam em competições ao redor de todo o mundo.

Ginástica artística solo

Esta modalidade pode ser praticada tanto por homens, quanto por mulheres. Nestas provas, os atletas utilizam-se de saltos, giros, acrobacias e passos para executar a performance com perfeição.

Alguns dos principais movimentos são:

  • Duplo Twist Carpado
  • Estendida
  • Avião
  • Carpada
  • Demidov
  • Abertura
  • Empunhaduras
  • Flic-Flac

Para executá-los, é necessários respeitar os limites da quadra, que possui formato de um quadrado, com 12 metros de cada lado. Competidores do sexo masculino tem 70 segundos para executar seus movimentos, sem acompanhamento de música, enquanto para as mulheres este tempo de 90 segundos e elas contam com um fundo musical.

Há juízes para avaliar as performances, e quanto maior o grau de dificuldade, maior a nota atribuída ao ginasta. Mas caso erros sejam detectados, ele perderá alguns pontos.

Salto

As competições de salto são disputadas em uma pista com 25m de comprimento, com um trampolim com 1,20 m de comprimento e 95 cm de largura. A altura, deste varia de acordo com o sexo dos competidores, sendo de 1,25 para as mulheres e 1,35 para os homens.

Após uma corrida, deve apoiar as mãos no trampolim com o objetivo de saltar e executar movimentos de rotação corporal enquanto está no ar.

Principais aparelhos

Além das modalidades que envolvem apenas movimentos no solo e saltos, a ginástica possui uma série de aparelhos em suas competições, estes, são distintos para competidores do sexo masculino e feminino, e possuem regras bastante específicas.

Enquanto para os candidatos do sexo masculino o objetivo é demonstrar força e equilíbrio, para as mulheres, o intuito é demonstrar a beleza dos movimentos da ginástica, possibilitando, até mesmo, uma coreografia melhor definida.

Veja, abaixo, quais são os principais aparelhos da ginastica artística:

Masculino

  • Argolas
  • Barras fixas
  • Barras paralelas
  • Cavalo com alças

Feminino

  • Barras assimétricas
  • Barras de equilíbrio

Tanto no salto, quanto nestes aparelhos, é comum que os competidores usem pó de magnésio e enrolem fitas nos pés para melhorar a aderência, garantindo maior firmeza e estabilidade, além de evitar lesões na pele.

Regras

Como já citado acima, o objetivo dos competidores é alcançar a perfeição dos movimentos. Para isso, desde muitos novos contam com uma intensa e rígida rotina de treinos, com infinitas repetições dos movimentos.

Há uma sequência pré-determinada, tanto para aparelhos quando para o solo, e os ginastas possuem certo tempo para realizá-las. Para cada aparelho, há regras específicas, que podem variar, inclusive, de acordo com o gênero.

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