Um homem residente no município de Jaboatão dos Guararapes, localizado na zona metropolitana do Recife, em Pernambuco, foi surpreendido ao receber uma encomenda feita no e-commerce Amazon.
Ao abrir o pacote, o jornalista Eduardo Sena percebeu que no lugar do smartphone que havia comprado, estava um jogo de quebra-cabeças dos Três Porquinhos. Eduardo havia encomendado o iPhone para o seu pai.

Em entrevista concedida ao portal iG, o jornalista explicou o contexto da situação. “Meu pai me trouxe o link e perguntou: ‘É uma boa oportunidade de compra?’. Eu falei: ‘É uma boa oportunidade’. Quando eu mando o boleto para ele pagar, ele diz assim: ‘Isso é seguro, meu filho?’. E eu respondo: ‘Sim, a Amazon é super segura'”, contou Eduardo, pontuando a confiança depositada na loja virtual.
Após constatar a fraude, Eduardo imediatamente acionou a empresa, pedindo o reembolso do valor pago pelo iPhone. Esse é o procedimento que deve ser adotado em casos como esse.
Esse pedido foi feito no dia 20 de março, quando a encomenda fraudada chegou, contudo, o jornalista só recebeu o reembolso 9 dias depois, na última quarta-feira (29).
Segundo informações repassadas pelo pernambucano, o reembolso poderia ter demorado ainda mais e só foi acelerado porque o caso ganhou repercussão na imprensa local.
Agora, Eduardo relata uma grande sensação de alívio e afirma que não voltará a fazer compras grandes no site, apesar de ser um cliente assíduo.
“Fui olhar meu histórico de compras com eles. Foram mais de 30 compras e só tive esse problema. Mas as compras foram sempre de livros”, disse ele à reportagem.
Não foi a primeira vez
Há cerca de uma semana, antes do ocorrido com Eduardo Sena, outro morador da região metropolitana do Recife denunciou uma fraude em compras na Amazon.
Nesse caso, a pessoa também comprou um iPhone, mas diferente do jornalista de Jaboatão, recebeu um perfume infantil no lugar do smartphone.

Quando procurada pela reportagem do portal iG para comentar os casos, a Amazon disse que lamenta os ocorridos e que trabalha para investigar fatos como esses.
“Reforçamos o compromisso com nossos clientes na investigação e correção de eventuais fatores que possam gerar casos neste perfil”, afirmou a empresa em nota.
Em casos como os ocorridos em Pernambuco, os clientes devem entrar em contato com a loja e o vendedor do produto (se for o caso), para pedir reembolso do valor do produto comprado originalmente.
Cada loja tem protocolos específicos para essas situações, mas geralmente é necessário tirar fotos do produto recebido e enviar imagens da documentação do comprador, bem como provas de identidade, como selfies, por exemplo.
Vale destacar que é sempre necessário ter cautela ao fazer compras na internet, justamente para evitar fraudes, que são mais comuns em e-commerces não conhecidos.
No mais, crimes virtuais, como esse, podem e devem ser levados à Justiça, caso a loja responsável não queira assumir a responsabilidade do reembolso.
