No final de agosto do ano passado, Londres, no Reino Unido, foi palco do Congresso Europeu de Cardiologia. Durante o evento, foram anunciadas atualizações nas diretrizes de hipertensão, com implicações significativas no diagnóstico e tratamento da doença.
A pressão arterial “12 por 8”, antes considerada normal, passou a ser classificada como “elevada”, segundo as novas orientações da Sociedade Europeia de Cardiologia. Com isso, a pressão ideal agora é “12 por 7”.
A reclassificação propõe um novo olhar sobre a condição, agrupando os níveis de pressão arterial em três categorias distintas. Anteriormente, seis categorias eram utilizadas para identificar o nível de hipertensão de um indivíduo.
As mudanças refletem um entendimento mais detalhado da condição e dos riscos associados a ela.
Essas novas diretrizes não apenas redefinem a categorização da pressão arterial, mas sugerem abordagens de tratamento mais personalizadas.
De acordo com especialistas, como o professor Bill McEvoy da Universidade de Galway, essa reclassificação reconhece a progressão gradativa da condição e enfatiza a importância de intervenções precoces para certos grupos de risco.
Nova categorização da pressão arterial
A partir de agora, a pressão arterial será classificada em três categorias principais:
- Pressão arterial não elevada: abaixo de 120 por 70 mmHg.
- Pressão arterial elevada: entre 120 por 70 e 139 por 89 mmHg.
- Hipertensão arterial: maior que 140 por 90 mmHg.
Tais categorizações auxiliam na identificação precoce de pacientes em risco, permitindo intervenções mais rápidas e eficazes.
Discutindo o tratamento
As diretrizes também propõem um tratamento personalizado, considerando não apenas os níveis de pressão, mas também o risco de doenças cardiovasculares. Pacientes com hipertensão devem iniciar o tratamento farmacológico e mudanças no estilo de vida.
Para aqueles com pressão elevada, as mudanças no estilo de vida são sugeridas como passo inicial. Dependendo do risco cardiovascular, o uso de medicamentos pode ser introduzido posteriormente.
Importância da medição correta
Para garantir a precisão no diagnóstico, as novas diretrizes oferecem orientações para medir a pressão arterial, tanto em casa quanto no consultório.
Em casa, recomenda-se realizar duas medições diárias durante três a sete dias. No consultório, deve-se medir a pressão em ambos os braços e registrar a frequência cardíaca.
Essas recomendações visam assegurar a precisão nas leituras e melhor acompanhamento do tratamento. A participação ativa dos pacientes no monitoramento é essencial para o sucesso terapêutico e prevenção de complicações.
