Não são para crianças: você sabia que Labubus têm classificação etária?

Fabricante do Labubu, o boneco que virou moda, não é recomenda o produto para crianças.

Os bonecos Labubu, da fabricante Pop Mart, têm conquistado grande popularidade nas redes sociais. Embora muitas vezes sejam vistos como brinquedos infantis, a empresa enfatiza que seus produtos não são destinados a esse público específico.

A recomendação de idade mínima para os itens da série “The Monsters” é de 15 anos, conforme informações no site oficial da fabricante.

A Pop Mart, uma empresa chinesa de brinquedos, testemunhou um crescimento notável na procura pelos Labubus. O acesso a vídeos de unboxing e as frequentes vendas online têm alimentado a febre. Os preços, muitas vezes, ultrapassam o valor de varejo devido à alta demanda.

Apesar desse sucesso comercial, a classificação etária tem gerado discussões.

Entendendo a classificação etária

No Brasil, algumas lojas sugerem que os Labubus sejam para maiores de 14 anos. No entanto, a Pop Mart mantém a classificação de 15+.

A ausência de uma explicação detalhada para essa recomendação gera especulações. Uma hipótese é que a classificação alta ajuda a evitar críticas sobre o potencial efeito financeiro das caixas-surpresa em crianças.

Caixas-surpresa e regulamentação

Caixas-surpresa, ao contrário dos jogos de azar, não são formalmente classificadas como tal. Contudo, a incerteza sobre o conteúdo das caixas é um fator que estimula a compra, semelhante às loot boxes em videogames.

No Brasil, o projeto de lei 2.628/2022, do senador Alexandre Vieira, busca regulamentar jogos com mecânicas semelhantes.

Comparações com o mercado de jogos

Na Alemanha, a pressão sobre elementos de monetização em jogos trouxe discussões sobre classificação etária. O caso dos Labubus ainda não atingiu proporções semelhantes, mas a antecipação pelo fabricante pode ser uma medida preventiva.

No Brasil, a regulamentação de jogos de azar online ainda é um tópico em discussão, embora exista uma classificação etária de 18 anos.

Recentemente, a CPI das Bets rejeitou um relatório que propunha a regulamentação do mercado de apostas online. Influenciadores são frequentemente usados para promover essas plataformas nas redes sociais, muitas vezes atingindo um público jovem, o que levanta preocupações sobre a exposição de adolescentes a esses conteúdos.

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