Os cemitérios, além de serem locais em que as pessoas são enterradas com dignidade, também funcionam como uma forma de evitar que o processo de decomposição dos corpos contamine lençóis freáticos. Quando se trata de lixos espaciais, a lógica é a mesma.
O que você não sabe é que a própria NASA possui seu próprio cemitério. Escondido em uma área distante e remota da Terra, há milhares de quilômetros distante da civilização, localizado entre a Oceania, na costa leste da Nova Zelândia, Antártida e a América do Sul, está o cemitério da NASA.
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Point Nemo
Point Nemo é um local conhecido por integrantes de agências espaciais, sobretudo a NASA, por ser a área em que as agências depositam lixo espacial desde 1971. A escolha desse local, que fica de boa parte da população do planeta Terra, com exceção das pessoas que estão a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), se deu por ser considerada uma área remota e suficientemente segura para depositar os rejeitos espaciais.
O lixo espacial é depositado de forma controlada em Point Nemo e é lançado há milhares de quilômetros, desde a termosfera até chegar ao fundo do Oceano Pacífico. Segundo a astrônoma Sara Webb, boa parte do lixo espacial queima ao entrar de novo na Terra. No entanto, a queima dos despejos depende da velocidade e do material de que é feito o lixo.
A escolha de Point Nemo para ser o cemitério do lixo espacial da NASA se dá em razão de ser necessário, em alguns momentos, deixar que o lixo pouse longe o suficiente dos seres humanos. Para os astrônomos, 2.800 quilômetros é distância segura o bastante.
Controle do rejeito pode ser feito de forma remota
O lixo espacial é diferente daquele produzido em casas ou fábricas. Assim, muitos deles possuem combustíveis e podem ser monitorados, o que facilita na hora de escolher onde o lixo espacial deve ser depositado. Por enquanto, segundo os astrônomos, o local funciona bem e possui baixo impacto ambiental, especialmente por ser uma área com pouca vida submarina. A ideia é que Point Nemo seja desativado em 2030. Mas até lá, apenas 260 objetos caracterizados como lixo espacial foram depositados na região.
