O que é autismo?

O autismo é um problema normalmente identificado na criança logo nos seus primeiros anos de vida. Confira como identificar o transtorno, quais seus sinais, causas e como tratar.

O autismo é um transtorno neurobiológico que normalmente é identificados nos primeiros anos de vida, até os três anos de idade. A denominação correta para esse distúrbio é Transtorno do Espectro Autista (TEA) e esse problema afeta principalmente as capacidades de comunicação, interação social, aprendizado e adaptação da criança.

Esse distúrbio neurológico apresenta diversos subtipos e em que cada qual pode se manifestar com diferente intensidades e em virtude dessa abrangência é chamado de espectro.

O autismo afeta o processamento de informações no cérebro, alterando a forma como as células nervosas se conectam e se organizam, mas como dito anteriormente, ainda não é comprovado e amplamente compreendido.

Causa

Não se sabe ao certo a causa do autismo, porém estudos apontam que são os fatores genéticos os mais influentes para o transtorno. Outras indicações apontam fatores ambientais como propício para o desenvolvimento do transtorno.

Alguns outros estudos dizem que algumas infecções durante a gravidez podem ser relacionadas a essa condição neurológica. Contudo, como dito anteriormente, não existe total comprovação sobre a causa do transtorno do espectro autista.

Como identificar

Normalmente, os primeiros sinais já aparecem na fase inicial de desenvolvimento da criança, logo quando acontecem as primeiras interações, tentativa de fala e estímulos cognitivos.

Assim, a maioria dos pais já percebem o transtorno antes da criança completar 18 meses de idade.

Sinais de autismo

Os principais sinais de autismo estão na dificuldade que as crianças têm de desempenhar atividades básicas, como brincar de faz de conta, comunicação não verbal e verbal e interações primárias

Além disso, podem ter a visão, audição, tato, olfato ou paladar extremamente sensíveis, ter alterações emocionais anormais com mudanças na rotina, movimentos corporais muito repetitivos e apego anormal a alguns objetos.

As manifestações do espectro normalmente desenvolvem-se gradualmente, mas algumas crianças com o distúrbio podem seguir ritmo normal de desenvolvimento e depois regredir. Esse tipo de sintoma se apresenta de modo a parecer que a criança regride, perdendo as habilidades sociais e linguísticas que adquiriram. Esse tipo de manifestação é chamado de autismo regressivo.

Outros sintomas são: apatia; desenvolver a linguagem lentamente ou não desenvolvê-la; não manter contato visual com pessoas, ou não ajustar o olhar para os objetos, evitar contato físico, surdez aparente (a criança não responde quando é chamada), baixa capacidade de atenção, não imitar as ações dos outros, etc.

Tipos

O transtorno do espectro autista é dividido em três tipos, sendo eles:

Transtorno autista

Esse é o tipo do espectro considerado mais grave entre dentre os tipos. Quando a criança ou adulto possui o transtorno autista, apresentam graves atrasos e problemas linguísticos, cognitivos, sociais e grande intensidade de comportamentos repetitivos.

Síndrome de Asperger

Essa síndrome era considerada um transtorno neurobiológico próximo, mas distinta. Porém, ela foi incorporada ao novo termo Transtorno do Espectro Autista, juntamente com o autismo. Após, essa nova visualização da síndrome, ela passa a ser considerada um dos níveis do espectro e apresenta a forma mais leve de autismo.

A síndrome não apresenta atrasos cognitivos e linguísticos significativos e se difere dos outro tipos principalmente por apresentar condições excepcionais de habilidades verbais, problemas com simbologias, com interações sociais e comportamento obsessivo.

Transtorno Invasivo do Desenvolvimento

Os diagnósticos de transtorno invasivo são aqueles que possuem uma manifestação um pouco mais grave que a síndrome de Asperger, porém, mais branda que o transtorno autista.

Os sinais mais comuns desse tipo do espectro são: menos comportamentos repetitivos, interação social prejudicada e competência linguística mediana, comparada aos outros dois transtornos.

Níveis

O espectro é basicamente divido em três níveis:

  • Nível 1: Neste nível, há pouco interesse em interações sociais, pouca flexibilidade na realização de tarefas e de adaptação. Entretanto todos as dificuldades acontecem em um nível mais brando.
  • Nível 2: Há problemas referentes às habilidades sociais um pouco mais graves, apresentam comportamentos restritos e repetitivos frequente e maior inflexibilidade de comportamento.
  • Nível 3: Déficits mais graves referentes a interações sociais e problemas de comunicação verbal e não verbal e mesmos níveis comportamentais das pessoas com nível 2.

Fatores de risco

Como a causa do espectro não é totalmente comprovada, existem alguns possíveis fatores de risco que são observados mais frequentemente nas manifestações do TEA, são elas:

  • O sexo: as crianças com o sexo masculino possuem 5 vezes mais chances de desenvolver autismo que as do sexo feminino.
  • Herança genética: Os riscos de desenvolver o autismo é maior quando há casos de autismo na família.
  • Idade dos pais: Quando mais idade os pais possuírem, as chances de desenvolver o espectro até os três anos aumenta.

Diagnóstico

Quando os pais perceberam essas dificuldades e atrasos nos seus filhos, ou o próprio médico perceber tais sinais, a criança deve ser levada a um médico especialista que irá fazer o diagnóstico, feito normalmente até os três anos de idade da criança.

Os especialistas utilizam um Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais, e segundo ele, a criança só é diagnosticada com o transtorno se apresentar pelo menos seis sintomas clássicos do transtorno.

Tratamento

O Transtorno do Espectro Autista não tem cura, mas podem ser feitos tratamentos para melhorar e minimizar os atrasos e problemas gerados pelo transtorno, auxiliando no desenvolvimento e aprendizado. Além disso, tentam maximizar as habilidades sociais, comunicativas da criança, com a redução dos sintomas do espectro.

O tratamento é feito, em sua maioria, através de terapias para autismo, envolvendo táticas diferentes, como terapias de comunicação e comportamento, terapia ocupacional, terapia da linguagem, etc. Somado a isso, pode ser usado medicamento e fisioterapia.

Ajuda para conviver com autismo

As crianças, adolescente e adultos com autismo, necessitam de um certo carinho, apoio, atenção e compreensão dos que estão a sua volta, principalmente da ajuda dos pais.

Como o transtorno não tem cura, é necessário aprender a lidar com isso. Dessa forma, as tantos desafios surgirão, podendo desencadear exaustão física e psicológica dos pais.

Assim, para conviver melhor com o transtorno, é necessário, de início, a compreensão das dificuldades e procurar redes de apoio, como profissionais de confiança na escola, que saibam lidar com isso, atividades que a criança com autismo possa desenvolver como momento de descontração para o filho e pais. Somado a isso, a pessoa com o autismo deve ter um tratamento para o transtorno adequado para minimizar as dificuldades que passam.

Além disso, deve-se de buscar ajuda psicológica para ter mais entendimento e descarga e ajuda emocional e mental para esse rotina, como responsável pela pessoa com autismo.

2 de Abril – Dia Mundial da Conscientização do Autismo

Esse é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Esse dia surgiu com a necessidade de ampliar e alertar sobre esse transtorno.

Além disso, também retrata uma oportunidade de falar mais sobre o TEA a fim de trazer mais compreensão sobre o  autismo, como são essas pessoas, como elas podem viver em sociedade e quebrar os preconceitos referentes a isso.

Veja também: Dislexia – O que é, significado, sintomas, tratamento, cura, tipos, filme

você pode gostar também

Os comentários estão fechados, mas trackbacks E pingbacks estão abertos.