Nos últimos anos, uma condição rara conhecida como “síndrome do lobisomem” começou a afetar bebês na Espanha. A causa foi atribuída ao uso de minoxidil, um tratamento popular para combater a queda de cabelo por seus pais. O Centro de Farmacovigilância de Navarra identificou 11 casos de hipertricose em várias regiões do país, destacando um problema crescente que requer atenção.
A hipertricose, caracterizada pelo crescimento excessivo de pelos, é uma condição rara, com menos de 100 casos documentados desde a Idade Média. No entanto, entre 2022 e 2023, a Espanha registrou um aumento significativo. Esse fenômeno levantou preocupações sobre o uso inadequado de produtos tópicos em ambientes com crianças pequenas.
Minoxidil: o vilão inesperado
Criança afetada pela ‘síndrome do lobisomem’ (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Frequentemente encontrado em produtos capilares como Hims, Rogaine e Keeps, o minoxidil é um composto amplamente utilizado. No entanto, seu uso frequente por adultos na presença de crianças despertou preocupações. A absorção inadvertida, seja pela pele ou oralmente, foi apontada como a causa da hipertricose nos bebês.
O Comitê Europeu de Avaliação de Risco em Farmacovigilância alertou sobre os perigos do minoxidil na saúde infantil. Um incidente alarmante ocorreu na França, quando uma menina sofreu taquicardia e hipotensão após ingerir o produto. Esses casos ressaltam a necessidade de precauções rigorosas ao usar medicamentos em ambientes familiares.
Casos internacionais e soluções
Além da Espanha, um caso raro de hipertricose congênita foi documentado na Malásia, destacando variações na condição. Em resposta ao surto na Espanha, a interrupção do minoxidil pelos cuidadores foi eficaz na reversão dos sintomas nos bebês afetados. Essa medida simples provou ser uma solução eficaz e imediata.
O aumento de casos de hipertricose em crianças destaca a importância de uma vigilância rigorosa e de uma educação adequada sobre o uso seguro de medicamentos. A conscientização é essencial para evitar a repetição de tais incidentes no futuro, protegendo, assim, a saúde das crianças mais vulneráveis.

