Parece uma mão, mas é uma fruta! Saiba tudo sobre a exótica mão-de-buda
Mão-de-buda, com sua forma única e aroma característico, é vista como um símbolo de sorte.
A mão-de-buda, uma fruta exótica, chama a atenção por sua aparência singular, que lembra realmente uma mão humana, com dedos longos e retorcidos, como em um gesto de oração. Nativa do noroeste da Índia, a fruta também é amplamente cultivada em diversos países asiáticos.
Pertencente à família Rutaceae, a mesma que abriga o limão e a laranja, a mão-de-buda cresce em arbustos espinhosos e alcança até 4 metros. Ao contrário das frutas cítricas comuns, ela não possui polpa suculenta, mas uma espessa camada esponjosa chamada albedo.
O cultivo da mão-de-buda requer condições específicas, como um solo bem drenado e um clima sem extremos de temperatura, o que a torna rara no Brasil, exceto em pomares particulares.
Mão-de-buda tem uso na culinária, perfumaria e até como ícone religioso – Imagem: reprodução/Wikipédia
Simbolismo e uso cultural
A mão-de-buda, nomeada pela ciência de Citrus medica, possui grande aspecto espiritual, especialmente em templos budistas, onde é reverenciada como um fruto sagrado.
Na China e no Japão, a fruta é usada em festividades de Ano-Novo como um amuleto de sorte e prosperidade.
Utilidades na gastronomia e perfumaria
Apesar da ausência de polpa, a casca da mão-de-buda é extremamente aromática, e as raspas dela são utilizadas para realçar o sabor de pratos e confeitos.
Além disso, compotas e cascas cristalizadas da fruta são frequentemente produzidas. Seu perfume intenso também é valorizado para aromatizar ambientes e roupas, algo comum em países do leste asiático.
Propriedades e cuidados medicinais
A mão-de-buda contém compostos bioativos, como flavonoides e terpenos, que podem ter efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios.
Tradicionalmente usada na medicina chinesa, acredita-se que a fruta beneficie órgãos como o fígado e o pâncreas, mas são necessários mais estudos clínicos para comprovar tais benefícios.
É necessária muita cautela ao introduzir espécies exóticas, como a mão-de-buda, devido ao risco de invasão ambiental. Plantas exóticas podem ter impactos negativos nos ecossistemas locais, como ocorre com outras espécies invasoras. Portanto, é crucial entender o comportamento ecológico das plantas antes de cultivá-las para evitar efeitos adversos à biodiversidade local.
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