Pesquisa revela qual irmão é o mais difícil de lidar


O estudo realizado pelo economista Joseph Doyle, do MIT (renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos), revela que muitas pessoas se questionam se os irmãos do meio são os mais problemáticos dentro da família e até mesmo na sociedade – em particular, os meninos.

Ao pesquisar milhares de famílias na Flórida e na Dinamarca, Doyle descobriu que essas crianças têm de 20 a 40% mais chances de apresentar problemas de comportamento na escola, necessitando de disciplina e, em alguns casos, chegando ao sistema de justiça criminal.

A busca por afeto

Essa descoberta pode lançar luz sobre nossa fascinação pelos “bad boys” durante os anos de ensino fundamental e médio.

Nessa época, havia sempre aquele irmão mais velho perfeito e o rebelde irmão mais novo, que despertava a preocupação de todos.

A explicação para esse comportamento pode estar na falta de atenção que os filhos do meio recebem de seus pais. Talvez, se mais tempo e afeto fossem dedicados a essas crianças, muitas delas não buscariam despejar essa insatisfação no mundo.

(Imagem: Freepik/reprodução)

O famoso psicólogo austríaco Alfred Adler propõe uma teoria que descreve as características de personalidade dos filhos mais velhos, do meio e dos mais novos.

De acordo com Adler, os filhos do meio tendem a ter mais dificuldades para se encaixar, pois se encontram entre o primogênito, que é frequentemente superdotado, e o caçula, que costuma ser mimado.

Outro estudo realizado em 2013 mostrou que as crianças do meio tinham 33% mais chances de serem consideradas delinquentes em comparação com os irmãos mais velhos.

É compreensível que muitas pessoas possam se identificar com essas situações. É possível que o irmão do meio seja mais desafiador para criar devido à falta de atenção dos pais, ou talvez por outras razões socioeconômicas ou até mesmo culturais.

Cada família é única e as dinâmicas entre irmãos podem variar. No entanto, é interessante refletir sobre essas pesquisas e considerar como podemos melhorar a forma como interagimos e cuidamos de todos os filhos, independentemente de sua posição na família.

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Escrito por

Rebeca Bondioli

Formada produtora editorial e roteirista de audiovisual, escrevo artigos sobre cultura pop, games, esports e tecnologia, além de poesias, contos e romances. Mãe de três curumins, dois cachorros e uma gata, também atuo ativamente em prol à causa indígena no Brasil.

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