Pode confessar, até porque é completamente natural: você já deu aquele sorrisinho de canto de lábio quando viu (ou ficou sabendo) que alguém se deu mal. Sabemos que sim, nem adianta fazer um movimento negativo com a cabeça.
Talvez nem seja alguém que você não goste. Pode ser um amigo que escorrega quando o piso está molhado, por exemplo.
Esse sentimento tem um nome: “Schadenfreude”. Essa é uma palavra alemã que junta dois termos: schaden (dano) e freude (alegria). Literalmente, significa “alegria pelo dano”.
Mais velho que andar para frente
Muita gente fala que tal alegriazinha com a desgraça alheia é algo malvisto, como se você fosse um vilão da Disney. Mas, calma! Não é bem assim.
Esse pequeno deleite com o “fracasso“ alheio é mais velho que andar para frente. E há muito tempo as pessoas já discutem sobre isso.
(Imagem: divulgação)
Sabe quem falava muito sobre “Schadenfreude”? René Descartes, filósofo francês do século XVII.
Para ele, trata-se de um sentimento que pode indicar ímpeto por justiça. Afinal, ver uma pessoa “ruim” se dando mal dá aquela sensação de “dever cumprido”, sabe?
O famoso “carma”, cantado por Taylor Swift anos depois em uma faixa de seu mais recente disco, “Midnights”.
Redes sociais nos fazem sentir mais “Schadenfreude” que antes
Dicas do pop à parte, as redes sociais podem influenciar, de certa forma, a ter esse sentimento. Isso se dá devido à comparação inevitável que as plataformas favorecem.
Nas redes sociais, tal sentimento é um pouco mais acentuado porque vivemos nos comparando com as outras pessoas do nosso feed. Por isso, a desgraça alheia nos faz sentir um pouquinho superiores.
É necessário exercitar a empatia
A maior arma contra o “Schadenfreude” é a empatia. Tentar se colocar no lugar do outro quando algum infortúnio acontecer pode ajudar a compreender como a pessoa chegou naquele local em primeiro lugar.
Mas, não se preocupe, esse sentimento é normal. E somos seres humanos, tridimensionais e complexos. Dar aquela risadinha ao ver alguém caindo não é tão condenável quanto dizem. Mas, não deixa de ser algo que devemos evitar.
