Por que seu celular perde sinal no elevador? A ciência explica

Falha de sinal tem explicação científica; entenda a seguir!


Se você já tentou usar o celular dentro de um elevador e enfrentou dificuldades, não está sozinho. Tal situação é bastante comum e, embora frustrante, possui uma explicação científica.

Embora muitos não pensem sobre por que isso acontece, a resposta está na interação entre a tecnologia do elevador e as ondas de radiofrequência. A seguir, explicaremos detalhadamente o que ocorre e por que os smartphones falham nesses ambientes fechados.

Elevador é um tipo de gaiola de Faraday – Imagem: reprodução/Bruno Kelzer/Unsplash

A função da gaiola de Faraday

A chave para entender a falha de sinal nos elevadores está no conceito de gaiola de Faraday. Criada em 1836 por Michael Faraday, ela é uma estrutura que impede a passagem de ondas eletromagnéticas, e os elevadores, feitos de metal, funcionam como uma gaiola desse tipo.

Uma gaiola de Faraday é geralmente feita de metal, um ótimo condutor de eletricidade, e protege o interior de interferências externas. Isso acontece porque os elétrons livres no metal dispersam as ondas eletromagnéticas, impedindo que atinjam o interior da gaiola, dessa maneira.

Sinal de celular e elevadores

Os celulares se comunicam com torres de telefonia por meio de sinais de radiofrequência. Quando um smartphone está em um elevador, as ondas precisam atravessar a gaiola de Faraday para alcançar o aparelho. No entanto, isso é ineficaz, o que resulta na perda de sinal.

Contudo, há frestas no elevador que deixam a blindagem imperfeita; entretanto, a movimentação é capaz de gerar oscilações de sinal e enfraquecê-lo.

Compreender a relação entre elevadores e falhas de sinal em celulares nos permite ter paciência ao enfrentarmos tal situação. Esperar até chegar ao andar desejado ou usar o telefone com a porta do elevador aberta pode minimizar o impacto dessa falha temporária.

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Escrito por

John Monteiro

Olá, sou John Monteiro, guitarrista e jornalista. Nascido no ano da última Constituição escrita, criado na periferia da capital paulista. Fã de história e política, astronomia, literatura e filosofia. Curto muita música, no conforto da minha preguiça, frequento mais palavras que livrarias.

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