Sucesso em 2022 que acabou se alastrando em 2023, as Inteligências Artificiais têm ganhado cada vez mais espaço entre as atividades humanas, tendo se tornado uma constante no dia a dia de muitas pessoas.
Todo esse sucesso tem criado uma verdadeira revolução tecnológica, demonstrada por exemplos notáveis como a DeepMind, do Google, e o ChatGPT, da OpenAI.
Esse progresso promete revolucionar nossas vidas e economia, porém, muitos especialistas estão preocupados com a velocidade das mudanças e suas possíveis consequências desastrosas para o mundo.
Como exemplo disso, de acordo com um relatório do departamento especializado em IA da Universidade de Stanford, as decisões tomadas por inteligências artificiais podem levar a uma catástrofe em nível alarmante.
Para se ter uma ideia, nada menos que 36% dos pesquisadores que assinaram o Relatório Anual do departamento de pesquisa sobre Inteligência Artificial da universidade não veem o avanço das IAs como algo positivo, temendo até mesmo o que eles chamam de “catástrofes de nível nuclear” em decorrência disso.
As preocupações em relação à Inteligência Artificial têm se concentrado principalmente nas consequências disruptivas que essa tecnologia pode ter para a sociedade.
Empresas como Google e Microsoft estão em uma corrida para desenvolver inteligências artificiais generativas, que são sistemas treinados com dados e que podem criar textos e imagens com base em comandos simples.
No entanto, como demonstrado pelo ChatGPT, essas tecnologias podem rapidamente eliminar meios de subsistência, o que acabou se tornando uma preocupação entre os seus desenvolvedores.
Se a inteligência artificial generativa for tão eficaz quanto se espera, até 300 milhões de empregos podem estar em risco somente nos EUA e na Europa, com profissões jurídicas e administrativas sendo as mais vulneráveis, de acordo com uma nota de pesquisa do Goldman Sachs divulgada no mês passado.
Além disso, há também a preocupação de que o trabalho prestado pelas IAs apresente falhas e vícios com potencial destrutivo se usadas em áreas sensíveis como Diplomacia, Geopolítica e Defesa.
Por esses e outros motivos, no mês passado foi lançada uma carta aberta assinada por cerca de 1300 especialistas em Inteligência Artificial, incluindo Elon Musk e Steve Wozniak, que pediam uma pausa no desenvolvimento acelerado de ferramentas de IA.
