Sauim-de-coleira

Saiba quais são as características, local onde habita e como está a conservação dessa espécie de primata da região amazônica.

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O Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor) é um primata classificado como “Ameaçado” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) que habita o norte do Brasil.

Esta espécie vive nas florestas tropicais de baixa altitude, primárias e secundárias.

Habitat

Este macaco do Novo Mundo é encontrado dentro e ao norte dos limites da cidade de Manaus, a capital do estado do Amazonas. A principal distribuição é no interflúvio do Rio Cuieiras e no Rio Preto da Eva.

Características

O corpo do Sauim-de-coleira tem um comprimento que varia de 20,8 a 28,3 cm. Se incluir a cauda, o corpo varia de 33,5 a 42,0 cm.

Os machos pesam cerca de 428 gramas. Sua expectativa de vida é de aproximadamente 10 anos na natureza.

Comportamento

Os indivíduos vivem em grupos de 2 a 15 membros com pouca competição intragrupos. O tamanho médio do grupo na Reserva Florestal Adolpho Ducke é de 4 indivíduos por grupo. Em outras áreas ao redor de Manaus há grupos de 6 indivíduos, em média.

Reprodução

Apenas a fêmea alfa do grupo se reproduz. A reprodução em outras fêmeas do grupo é reprimida comportamentalmente. A gestação dura entre 140 e 170 dias e as mães normalmente dão à luz a gêmeos. Os micos jovens são cuidados principalmente pelo pai e entregues à mãe apenas para amamentar; no entanto, todo o grupo ajuda no cuidado dos jovens.

Alimentação

Os micos são onívoros. Sua dieta consiste em frutas, flores, néctar, insetos, aranhas, pequenos vertebrados e ovos de aves. Seus predadores naturais são pequenos gatos, aves de rapina e cobras. No cenário urbano, os principais predadores são cães e gatos domésticos e selvagens.

Conservação

Por causa da destruição de seu habitat natural, a espécie está em risco. No entanto, a espécie também ocorre em várias áreas protegidas. Parece haver competição interespecífica entre o Sauim-de-coleira e outros macacos das áreas de distribuição histórica. Existem, portanto, múltiplas ameaças à sobrevivência a longo prazo do Sauim-de-coleira.

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