Será que é ‘formigo’? Descubra qual é o masculino de formiga

Exploramos as classificações de substantivos em relação ao gênero para resolver a questão.


Ao observar uma formiga passeando por qualquer lugar, prontamente a chamamos de “a formiga”. E se essa formiga for macho, como devemos chamar o inseto?

Essa é uma questão curiosa que perturba muitos falantes, pois não temos uma palavra específica para designar o masculino do pequeno animal.

Segundo especialistas em Língua Portuguesa, a formiga é classificada como um substantivo epiceno. Isso significa que, para indicar o sexo, devemos usar as palavras “macho” ou “fêmea”, resultando em “formiga macho”.

A razão por trás de muitos insetos, répteis e peixes não possuírem termos distintos para diferenciar o gênero está na gramática normativa.

Segundo Rebeca, a gramática prioriza a espécie em vez da diferenciação sexual, uma abordagem explicada na Gramática Normativa de Rocha Lima.

Epicenos e formas biformes na linguagem

Há quem acredite que o masculino de formiga seja “formigão”, uma crença que é mais uma questão de linguagem coloquial do que de gramática padrão.

Na fala cotidiana, “formigão” é aceito, mas na norma culta, deve-se manter “formiga macho”.

Substantivos em relação ao gênero

Para esclarecer melhor, é necessário conhecer as quatro classificações possíveis quanto ao gênero dos substantivos.

  • Uniformes: uma forma apenas, com subdivisões em epicenos e comum de dois gêneros.
  • Biformes: distinguem masculino e feminino (ex.: tigre/tigresa).
  • Epicenos: usam “macho” ou “fêmea” para indicar o sexo (ex.: a girafa macho).
  • Sobrecomuns: têm uma forma e gênero fixos (ex.: a pessoa).

Em competições de redação ou em exames, como o Enem, é importante lembrar que “formiga” é um epiceno. Portanto, o termo “formigão” pertence ao campo da criatividade e não da norma culta.

Compreender essas classificações pode auxiliar estudantes e entusiastas da língua portuguesa em seus estudos. Assim, a recomendação é a frequente consulta às principais gramáticas e, quando possível, a orientação de um especialista no assunto.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais, trazemos sempre artigos com oportunidades de aprendizado, então fique atento às nossas publicações.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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