Tartaruga-de-Couro

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A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é a maior tartaruga do mundo e talvez a mais diferente. Representante solitária de seu gênero, ela mede 2 metros de comprimento por 1,5 de largura e pesa em média meia tonelada.

Apesar do tamanho, esses animais podem chegar à velocidade de 40 km por hora na água. Ela se distribui por todos os oceanos tropicais e temperados do planeta e se alimenta de águas vivas e ascídias.

Características

Diferente de muitas outras tartarugas, a tartaruga-de-couro não consegue retrair a cabeça e as nadadeiras. Sua carapaça não tem escamas queratinizadas, mas sim de pequenos ossículos inseridos em tecido conjuntivo espesso e cartilagem.

Os maiores ossículos formam cristas chamadas quilhas, visíveis sob a pele do animal, que vão da cabeça até a cauda e dão-lhe hidrodinâmica.

O Dermochelys coriacea consegue manter sua temperatura corporal gerando calor metabolicamente, portanto é um réptil endotérmico.

O calor é gerado pelos músculos durante a natação constante e conservado pela camada de gordura isolante que as envolve e as mantém muitos graus acima da água ao redor. Seus mergulhos podem durar mais de uma hora e podem chegar a mais de um km de profundidade.

Reprodução

A tartaruga-de-couro deposita junto aos ovos normais (viáveis) um conjunto de ovos menores, sem vitelo, inférteis (inviáveis). Esses ovos inviáveis às vezes são deformados ou unidos e são depositados por cima dos ovos viáveis.

Os locais de desova mais importantes são a costa nordeste da América do Sul, a costa leste da Flórida, as praias da Costa Rica, a costa do Gabão e África Central.

Conservação

A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais define a tartaruga-de-couro como uma espécie vulnerável.

A coleta de ovos e abate de fêmeas em área de reprodução foi uma grande ameaça antes da implantação do Projeto TAMAR/ICMBio, em 1982.

Hoje, a principal ameaça desta espécie é a captura incidental nas pescarias com uso de redes de emalhar, bem como a poluição dos mares. Como o ciclo de vida da Dermochelys coriacea é lento, esforços de recuperação demoram a dar resultados.

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