Você se submeteria a passar por um exame capaz de determinar se possui uma superinteligência?
No Brasil, esse teste para avaliar tal habilidade é considerado “secreto”. O motivo é que as pessoas submetidas ao exame só têm conhecimento do conteúdo da prova no exato momento em que a realizam.
Conforme observado por Carlos Eduardo Fonseca, vice-presidente da Mensa, testes psicométricos reconhecidos no Brasil requerem a aprovação do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi), elaborado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).
Teste sigiloso no Brasil para reconhecer mentes brilhantes
A manutenção do sigilo em torno dos testes destinados à identificação de indivíduos superinteligentes tem como principal objetivo a prevenção de possíveis fraudes.
Essa medida visa impedir que esses exames, caso se tornem amplamente conhecidos pelo público, sejam divulgados na internet, o que poderia comprometer os resultados e interferir na avaliação.
A Mensa oferece uma variedade de testes disponíveis, entre os quais o psicólogo aplicador local seleciona aquele mais apropriado.
No mês de junho deste ano, a cidade de São José dos Campos (SP) foi escolhida pela Mensa Brasil para a realização do teste.
A prova foi conduzida no Parque Tecnológico do município e administrada a um número limitado de candidatos. Os participantes precisam ter entre 17 a 63 anos de idade.
(Foto: Mensa Brasil/Reprodução)
A adesão à Mensa, uma comunidade que reúne indivíduos de inteligência notável, está sujeita à conquista de uma pontuação superior a 130 pontos no teste de QI pelo candidato.
É válido ressaltar que a média nacional de QI se situa em torno de 83 pontos, o que se traduz em um desafio para grande parte dos brasileiros que buscam essa associação.
A marca de 130 pontos demonstra um nível excepcional de habilidades cognitivas e é um requisito para fazer parte desse grupo dedicado aos intelectos mais destacados.
O desafio se mostra considerável, a ponto de a Mensa calcular que aproximadamente 2% da população global tem um QI classificado como elevado, ultrapassando a marca de 130 pontos.
No Brasil, com base nesse cálculo, estima-se que cerca de 4 milhões de brasileiros possam ser identificados com essa pontuação acima do QI médio.
