Desde 28 de março de 2025, trabalhadores registrados no regime CLT têm uma nova alternativa de crédito, mesmo estando com o nome sujo. O “Crédito do Trabalhador” foi anunciado pelo Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, durante o programa “Voz do Brasil”, e já está disponível para solicitação.
Este crédito consignado pode ser solicitado por meio do aplicativo CTPS Digital, facilitando o acesso para muitos.
Com esta iniciativa, o governo pretende oferecer melhores condições de empréstimo, garantindo que os trabalhadores possam buscar ofertas mais vantajosas sem a barreira das dívidas pendentes.
‘Crédito do Trabalhador’: condições e benefícios
O sistema de empréstimo consignado CLT não considera o histórico de dívidas do trabalhador. A única exigência é que o solicitante possua carteira assinada.
O pagamento é garantido pela folha de pagamento, o que elimina a necessidade de análise detalhada do crédito do trabalhador.
Como solicitar
O crédito pode ser requisitado exclusivamente pelo aplicativo CTPS Digital. Após a solicitação, os trabalhadores recebem ofertas de bancos cadastrados em até 24 horas.
Este processo funciona como um leilão, garantindo que o contratante escolha a proposta mais vantajosa.
Flexibilidade e economia
O novo crédito promete reduzir as taxas de juros em até 52%, além de permitir a migração de dívidas mais caras para este modelo a partir de 25 de abril de 2025.
O pagamento mensal é descontado diretamente do salário, respeitando o limite de 35% do mesmo. Os benefícios incluem:
- Desconto em folha de pagamento;
- Possibilidade de usar até 10% do saldo do FGTS como garantia;
- Transferência de dívida em caso de mudança de emprego;
- 100% da multa rescisória em caso de demissão pode ser utilizada.
O crédito consignado se estende a trabalhadores domésticos e rurais, incluindo aqueles contratados por MEIs. Com a participação de mais de 80 instituições financeiras, o programa visa proporcionar melhores condições financeiras aos trabalhadores brasileiros.
Ao final, a expectativa é que o “Crédito do Trabalhador” não apenas alivie o superendividamento, mas também ofereça uma ferramenta eficaz para a gestão financeira pessoal.
A adesão ao programa deve ser feita com cautela, permitindo que os trabalhadores escolham com atenção a proposta mais adequada às suas necessidades.
