Pintura de grande artista britânico ressurge após 150 anos e vai a leilão

Obra de Turner desaparecida por 150 anos será leiloada em Londres, com valor inicial de 300 mil libras.


Uma obra-prima que se acreditava perdida há mais de um século foi recentemente redescoberta e está prestes a conquistar o mundo da arte novamente. A pintura a óleo “A Tempestade Crescente”, do famoso artista britânico William Turner, reapareceu de maneira surpreendente.

Esta peça, realizada quando Turner tinha apenas 18 anos, promete atrair a atenção de colecionadores em um leilão que ocorrerá em Londres.

A obra retrata uma paisagem serena em Bristol, ao longo do Rio Avon, sendo a primeira pintura a óleo de Turner exibida ao público em 1793 na prestigiada Royal Academy. Após anos de esquecimento, o quadro ressurgiu inesperadamente em 2024.

Curiosamente, foi leiloado, em um primeiro momento, por meras 800 libras, até que, após uma limpeza, a assinatura de Turner foi identificada, revelando sua verdadeira origem.

Redescoberta e expectativa no leilão

Especialistas ficaram estupefatos com a revelação, uma vez que acreditavam que “Pescadores no Mar” fosse a primeira obra pública de Turner.

“A Tempestade Crescente” será exibida ao público na Sotheby’s, em Londres, de 28 de junho a 1º de julho, antes de ser leiloada em 2 de julho. Estima-se que o lance inicial da obra será em torno de 300 mil libras, equivalentes a cerca de 355 mil euros.

“A Tempestade Crescente”, de William Turner. (Foto: Divulgação/Sotheby’s)

Importância histórica da obra

Além de seu valor monetário, a obra possui um enorme valor histórico e cultural. A descoberta resgata a juventude artística de Turner e adiciona uma peça importante à compreensão de sua evolução como artista.

A pintura oferece aos críticos e admiradores uma nova visão sobre o talento precoce do mestre inglês.

Com a iminência do leilão, “A Tempestade Crescente” está ganhando destaque por sua beleza e importância histórica, bem como por seu surpreendente retorno ao mundo da arte.

Essa redescoberta não só cativa o interesse dos colecionadores, mas também marca um capítulo renovado na herança de Turner, reafirmando seu legado duradouro na história da arte.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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