Americanos estão comendo mais ultraprocessados do que comida de verdade, diz pesquisa

Consumo excessivo de alimentos ultraprocessados entre crianças e adultos levanta preocupações nos EUA.

De acordo com um novo relatório dos governo norte-americano, mais de 50% das calorias consumidas pela população dos Estados Unidos provêm de alimentos ultraprocessados.

Este estudo, conduzido entre agosto de 2021 e agosto de 2023 pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), destaca um problema significativo na dieta dos norte-americanos.

Os resultados revelam que, em média, 55% das calorias ingeridas por aqueles com mais de um ano de idade são provenientes desses alimentos. O cenário é ainda mais preocupante entre as crianças, que obtêm 61,9% de suas calorias de alimentos ultraprocessados, em comparação com 53% entre os adultos.

Impacto na saúde e a preocupação crescente

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está relacionado a riscos aumentados de doenças crônicas, como obesidade e diabetes tipo 2. O secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., lidera esforços contra esses produtos, buscando reduzir os índices alarmantes de doenças crônicas.

Esses alimentos, frequentemente descritos como “hiperpalatáveis”, são ricos em sal, açúcares e gorduras não saudáveis. Entre os exemplos estão chips, barras de chocolate, cereais matinais e bebidas açucaradas.

A combinação desses ingredientes gera um sabor irresistível, dificultando o controle do consumo.

Dados demográficos e evolução do consumo

Analisando faixas etárias, crianças entre 6 e 22 anos consomem mais alimentos ultraprocessados em comparação a crianças de 1 a 5 anos. Em adultos, aqueles entre 19 e 39 anos são os que mais consomem, com 54,4% de suas calorias derivadas desses produtos.

No entanto, um aspecto positivo emergiu dos dados. Houve uma leve queda na média de calorias vindas de alimentos ultraprocessados entre 2013 e 2023, tanto para adultos quanto para crianças. A redução foi de 55,8% para 53% em adultos e de 63,8% para 61,9% em crianças.

Perspectivas para o futuro

Especialistas defendem a diminuição do marketing de alimentos ultraprocessados e uma maior educação sobre seus riscos. Escolas e pais desempenham papel essencial na conscientização das crianças sobre os impactos negativos desses produtos.

Dr. Fang Fang Zhang, da Universidade Tufts, ressalta que a redução do consumo em ambientes escolares e de trabalho pode ter um impacto duradouro na saúde da população. A conscientização é crucial para diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados e promover uma alimentação mais saudável.

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