Sente mais tristeza quando esfria? Pode ser algo chamado depressão sazonal
Meses de inverno não trazem apenas frio, mas também desafios emocionais, como a depressão sazonal.
A chegada do inverno no Brasil, as temperaturas mais baixas impactam os indivíduos não apenas fisicamente, mas também emocionalmente. Entre junho e setembro, muitas pessoas enfrentam dificuldades que vão além do desconforto físico.
A chamada depressão sazonal emerge como um dos principais desafios emocionais nessa estação.
Em reportagem ao ND Mais, o psiquiatra Matheus Steglich destaca que a combinação de fatores como isolamento social e menor exposição à luz solar pode intensificar sentimentos de tristeza, ansiedade e desânimo.
Esses sintomas, associados ao Transtorno Afetivo Sazonal, são frequentemente observados durante os meses mais frios.
Fatores que agravam a depressão sazonal
Segundo Steglich, a redução na exposição à luz solar interfere no ciclo sono-despertar (ciclo circadiano), afetando o bem-estar emocional. Além disso, a menor socialização durante o inverno contribui para o agravamento de sintomas de depressão e ansiedade.
Idosos, jovens e pessoas com histórico de transtornos mentais são particularmente suscetíveis à depressão sazonal. Para os mais velhos, a solidão é agravada no inverno, enquanto os jovens podem ter o processo de socialização interrompido.
- Idosos: solidão e menor mobilidade.
- Jovens: interrupção na busca por identidade.
- Pessoas com transtornos mentais: risco de agravamento.
Busca por atendimento psiquiátrico
Curiosamente, a procura por atendimento psiquiátrico em Santa Catarina diminui em até 20% nos meses frios. As dificuldades de locomoção e priorização de outros cuidados, como da saúde física, são alguns dos fatores mencionados por Steglich para essa queda.
Embora o número de consultas diminua, não há redução nos casos de doenças mentais. O adiamento dos tratamentos pode, inclusive, resultar em casos mais graves no início da primavera.
Conscientização e telemedicina
Para enfrentar esse cenário, campanhas de conscientização e o uso da telemedicina são essenciais. No estado catarinense, a telemedicina tem sido uma ferramenta importante para garantir a continuidade dos tratamentos, especialmente para quem vive em áreas isoladas.
Programas como o Alô Saúde Floripa, que oferece atendimento 24 horas por dia, são exemplos de como a tecnologia pode ser aliada da saúde mental durante o inverno, oferecendo suporte a quem precisa sem sair de casa.
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