5 doenças comuns do sistema digestivo

Inflamações e enfermidades nos órgãos do aparelho digestório podem causar dores, náuseas, vômitos e até outros sintomas mais graves

Responsável pelo transporte da água e alimentos ingeridos e, posteriormente, de seu aproveitamento pelo organismo por meio de processos mecânicos e químicos, o sistema digestivo (ou digestório) é constituído, basicamente, em um tubo digestório e estruturas anexas, como estômago, esôfago, intestino delgado e grosso, entre outros.

O sistema digestivo pode ser acometido por doenças de diferentes gravidades. Confira 5 delas abaixo:

1. Apendicite

A apendicite é uma inflamação que ocorre no apêndice, órgão localizado no ceco, primeira porção do intestino grosso. Provoca dores, febre, náuseas, vômitos, falta de apetite e colapso do aparelho digestivo.

A causa da apendicite é geralmente relacionada a obstrução do apêndice pela retenção de materiais diversos, como restos fecais. A doença é mais frequente em pessoas entre os 20 e 30 anos, só é tratada com cirurgia.

 

 

2. Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)

(Foto: Adobe Stock)

Também conhecida como azia, a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é resultado do retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, que tem a mucosa irritada pelas substâncias ácidas presentes no material. Em certos casos, a substância pode chegar até a laringe, aos pulmões e à boca, onde provoca alterações no dente.

Entre as causas da DRGE, estão a fragilidade da musculatura na região entre o esôfago e estômago, a hérnia de hiato e alterações no esfíncter, estrutura que atua como válvula e também está localizada entre os dois órgãos. Obesidade, refeições volumosas antes de deitar e ingestão de certos alimentos, como café, tomate e bebidas alcoólicas, contribuem para azias mais recorrentes.

A DRGE provoca tosse seca, sensação de queimação na boca do estômago ou na garganta, dor torácica intensa e doenças pulmonares de repetição, como pneumonias e asma. Geralmente é tratada com medicamentos e mudança de hábitos. Em casos mais graves, requer cirurgia.

3. Úlcera gástrica (péptica)

(Foto: Shutterstock)

 

A úlcera gástrica corresponde a uma ferida que surge no tecido do estômago, do duodeno (junção do estômago com o intestino delgado) ou do esôfago. A lesão é resultado da ação dos ácidos estomacais, que pode se tornar mais forte por conta do estresse e pelo uso constante de medicamentos anti-inflamatórios e com ácido acetilsalicílico, da presença da bactéria Helicobacter pylori na região ou por histórico familiar.

O principal sintoma da úlcera gástrica é a sensação de dor e queimação na região entre o umbigo e o esterno (osso abaixo a clavícula), que se manifesta principalmente quando o paciente está com o estômago vazio. Além das dores, vômitos com sinais de sangue e fezes escurecidas ou avermelhadas também podem ser sinais da doença. O tratamento é feito com o uso de medicamentos, como antiácidos ou antibióticos. 

4. Pancreatite

(Foto: Shutterstock)

A pancreatite é uma inflamação no pâncreas. É classificada em aguda e crônica. Sua principal causa é o elevado consumo de álcool.

A pancreatite aguda acontece quando cálculos biliares (pedras na vesícula) obstruem o colédoco, o ducto que transporta a bílis, fluído produzido pelo fígado para digerir as gorduras e captar nutrientes. Esta obstrução interrompe o fluxo das secreções pancreáticas, o que provoca uma inflamação intensa e um acúmulo de líquido no interior do pâncreas.

Já a crônica, por sua vez, é quando ocorrem alterações e inflamações sucessivas no parênquima pancreático, o que gera fibrose e endurecimento da glândula, e consequentemente, a atrofia do pâncreas.

O principal sintoma da pancreatite aguda é uma dor abdominal intensa, que começa na região superior do abdômen e irradia para as costas. Outros sinais são náuseas, vômitos e iciterícia, uma coloração amarela na pele, nas mucosas e nos olhos. Já na pancreatite crônica, dor, diarréia e diabetes são as consequências da doença.

O tratamento de ambas as pancreatites é feito clinicamente. No caso da aguda, requer internação hospitalar, para que o paciente fique em jejum e seja hidratado com soro na veia. Na crônica, mudança de hábitos, como uma dieta mais saudável, sem alimentos gordurosos. A ingestão de álcool é proibida.

5. Diverticulite

(Foto: Mundo Boa Forma)

A diverticulite é a inflamação dos divertículos, saliências gastrointestinais que retém pequenas quantidades de fezes e onde podem se alojar colônias de bactérias.

A doença pode ser causada pela predisposição genética do paciente, pelo envelhecimento e a consequente musculatura intestinal menos elástica, por uma dieta alimentar pobre em fibras ou pelo aumento da pressão no interior do cólon, parte central do intestino grosso.

Os sintomas da diverticulite dependem da gravidade da doença. São eles: dor abaixo do umbigo, constipação, diarreia, sangue nas fezes, dificuldade na hora de urinar, náuseas, febre, vômitos, entre outros.

Caso o estado da diverticulite não seja grave, o tratamento da doença pode ser feito com dieta leve e líquida aliada à prescrição de analgésicos e antibióticos. Se a resposta não for positiva ou a gravidade da inflamação for maior, será necessário fazer cirurgia e drenagem.

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