Classe baixa afundada em dívidas? Pesquisa revela cenário preocupante

Pesquisa revela dados alarmantes sobre o endividamento e a bancarização das diferentes classes sociais brasileiras.

Um levantamento recente da Quaest expôs a realidade financeira de diferentes classes sociais no Brasil. A pesquisa dividiu a população em três classes: baixa, média e alta, utilizando o Critério de Classificação Econômica Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep).

Os dados destacam o grau de endividamento e o acesso bancário no país, mostrando que esse é um desafio significativo, especialmente para algumas camadas da população.

Além disso, a bancarização, especialmente o uso do Pix, mostra-se mais popular que os cartões de crédito em todas as classes. Essa análise oferece uma visão abrangente das finanças pessoais nas diferentes camadas sociais brasileiras.

Endividamento nas classes sociais

De acordo com a pesquisa, 77% da classe baixa brasileira encontra-se em situação de dívida. Deste total, 25% relataram estar muito endividados, e 52% com menor carga.

Na classe média, 76% afirmaram ter débitos em aberto, sendo que 22% se declararam muito endividados.

Já a classe alta apresentou um cenário mais favorável, com 20% dos entrevistados se considerando muito endividados, enquanto 53% afirmaram ter poucas dívidas. Entre as classes baixa e média, 23% declararam não ter dívidas, número que sobe para 27% na classe alta.

Bancarização e uso do Pix

A bancarização é outro ponto evidenciado pela pesquisa. Na classe baixa, 65% dos brasileiros utilizam o Pix, volume que cresce para 79% entre os indivíduos da classe média.

Em contraste, apenas 40% da classe baixa têm acesso a cartões de crédito, e 58% da classe média usam esse meio de pagamento. O cartão de débito registrou um volume maior em ambos os grupos, mas também perde para o Pix.

Além disso, 68% da classe baixa têm conta bancária, comparados a 84% da classe média e 91% da classe alta. Esses índices refletem uma maior inclusão financeira nas camadas superiores.

Metodologia e margem de erro

A pesquisa Quaest, com uma amostra de 2.000 indivíduos e uma margem de erro de 2%, ilustra a complexidade das finanças domésticas no Brasil. O endividamento generalizado, mesmo em menor grau na classe alta, demonstra a necessidade de políticas de educação financeira eficazes.

Com a crescente popularidade do Pix, há um potencial para melhorar a inclusão financeira, especialmente nas classes menos favorecidas. Entretanto, o acesso restrito ao crédito ainda é um obstáculo que precisa ser superado.

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