Como explicar as eleições para crianças?

Os pais podem responder as dúvidas dos pequenos seguindo dicas simples.

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Eleição, para muitas pessoas, é considerado um tópico tenso para se discutir na harmonia do lar. Com tantas notícias circulando nas mídias tradicionais e nas redes sociais, é importante saber como envolver adequadamente as crianças neste tipo de assunto.

É crucial ajudar as crianças a crescerem em um ambiente livre de extenuação, já que as pesquisas mostram que altos níveis de estresse e medo podem ter efeitos adversos no desenvolvimento de um indivíduo.

A CEO Academia Americana de Pediatria (AAP), Karen Remley, chegou a escrever uma carta em nome da AAP, abordando a importância de fazer as crianças se sentirem seguras e protegidas em seu dia-a-dia, principalmente em época de eleições.

Os pais podem aliviar os medos dos pequenos seguindo dicas simples – incentivando conversas, ouvindo seus filhos e oferecendo-se para melhorar sua comunidade. Tanguay sugere monitorar os hábitos de mídia social e notícias que seus filhos consomem. Isso ajuda a entender o que ele ou ela está ouvindo e vendo.

Também é importante explicar de forma didática conceitos básicos como a importância de votar, respeitar as opiniões diferentes, o que é democracia e como as decisões dos políticos podem afetar a todos.

Quanto ao que você deve falar sobre a eleição em vigor, Tanguay diz que depende da criança. Pergunte o que ele ou ela ouviu, mas não force o problema. “A criança deve se expressar e os pais devem ouvi-la, e então falar sobre isso com elas de forma simples”, sugere Tanguay.

Também é importante conversar com seus filhos se você for fortemente afetado pela eleição, pois as crianças são boas em perceber emoções. Certifique-se de estar preparado caso seu filho experimente conflitos devido a este tipo de temática, e que ele possa falar sobre isso com você.

“Para a pediatria, um dos nossos principais valores é proteger todas as crianças, independentemente de qualquer fator. E também é um valor central, penso eu, da maioria dos pais”, diz Tanguay. “Podemos nos concentrar nisso sem sermos partidários. Esse é um valor que todos concordamos, e acho que é importante falarmos sobre isso”, finalizou.

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