Descubra como o pombo-correio é capaz de entregar mensagens

Utilizados como forma de comunicação desde a Grécia Antiga, muitas teorias são levantadas a respeito das habilidades dos pombos-correio.


Hoje, com um único clique podemos em enviar uma mensagem para qualquer lugar do mundo. Mas nem sempre foi assim. Quem já nasceu em uma época repleta de tecnologia, dificilmente consegue imaginar como era a vida antes dela.

Antes que toda a facilidade a que temos acesso fosse inventada, as mensagens eram enviadas de diferentes maneiras, sendo o uso dos pombos-correio uma das mais usadas e eficientes.

Há indícios de que ele seja usado desde a Grécia Antiga. Entretanto, foi na Primeira Guerra Mundial, entre os anos 1914 e 1918, que o envio de informações por meio de pombos foi amplamente difundido.

Algumas histórias relatam que eles foram responsáveis, inclusive, por salvar a vida de muitos soldados em campo de batalha. Uma das mais conhecidas é a do pombo Cher Ami, “quero amigo” em francês, que livrou 194 vidas em Verdun, no ano de 1918.

Durante a guerra ele fez 12 missões, porém a última foi a mais significativa delas. Por conta de uma movimentação errada em campo, o major Whittlesey, líder da 77ª Divisão e seus homens acabaram cercados pelos alemães.

Não se sabe ao certo se foi por um erro de cálculo ou má sorte, mas o fato é que, para evitar o encontro dos inimigos com os norte-americanos, os superiores de Whittlesey ordenaram um bombardeio. Entretanto, estas começaram a atingir os soldados norte-americanos.

Naquele momento, era impossível mandar um homem de volta para a base. E é aí que entra o pombo-correio Cher Ami. Ele era o único animal que restava, pois os soldados alemães já tinham matado todos os outros. Munido da mensagem, ele seguiu de volta ao quartel general.

Mas engana-se quem pensa que ele fez um voo tranquilo. Assim que subiu ao céu foi fortemente alvejado pelo inimigos. A ave foi atingida, mas conseguiu comprir sua missão e salvou os soldados que ainda estavam em campo.

Mesmo muito machucado, os médico conseguiram salvá-lo. Ainda na França, foi condecorado com a Cruz de Guerra , uma das maiores honrarias da nação. Assim que se recuperou, foi levado aos Estados Unidos, onde foi recebido como um verdadeiro herói pelos norte-americanos.

Como os pombos se orientam

Com toda essa história, você deve estar se perguntando como o pombo-correio sabe para onde ele deve levar a mensagem. Mas antes de tudo, é preciso esclarecer que não é qualquer pombo que possui habilidades para o transporte de mensagens. As aves comuns que encontramos pelas ruas são diferentes das usadas com a função de correio.

Essas últimas, apesar de visualmente muito parecidas, possuem uma estrutura corporal maior e mais resistente. Este é um dos motivos pelos quais elas conseguem voar a longas distâncias e com grande velocidade.

Apesar das muitas hipóteses levantadas pela ciência, ainda não há um consenso para a resposta dessa pergunta. Entretanto, uma informação é certa: eles conhecem apenas o caminho de casa. Portanto, a ideia de que eles podem ir a qualquer lugar não é totalmente verdadeira.

Uma das teorias levantadas pela ciência, é de que isso acontece porque eles possuem certa quantidade de partículas de ferro no bico, o que funciona como uma bússola natural, sempre indicando-o para o Norte.

Há também quem defenda que eles possuem o mesmo senso de localização que as aves migratórias. Outros, alegam que eles possuem uma certa pressão no ouvido interno que permite que eles tracem mapas da rota a ser seguida.

Uma outra teoria, é de que eles se orientem pela posição do sol, lua e constelações. Seja qual for a hipótese, é fato que a visão aguçada que possuem corrobora com essa facilidade de localização.

Geralmente os papéis contendo as mensagens são enviados em um uma pequena estrutura presa às patas dos pombos-correio.

Crimes envolvendo pombo-correio

Responsáveis por grandes feitos em toda história, há alguns anos, em 2008, um caso curioso chamou a atenção aqui no Brasil. No interior de São Paulo, mais especificamente na cidade de Marília, presos estavam usando os pombos para ter acesso a drogas e celulares.

Na época, o diretor do presídio concedeu uma entrevista informando que alguns visitantes foram flagrados tentando sair do local com as aves. A teoria levantada é de que por serem treinados, eles poderiam regressar à penitenciária levando os itens proibidos. Em 2017, novas apreensões foram feitas.

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