Conceitos demográficos e indicadores populacionais

O que é Conceito Demográfico? Densidade Demográfica, população absoluta, vazios demográficos, superpovoamento descubra tudo isso neste artigo!

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A demografia é a área do conhecimento que utiliza os estudos e informações da Geografia, da Sociologia, da História e da Antropologia para realizar estudos das populações e suas dinâmicas, o que também perpassa pelo uso da Estatística. Assim, os estudos demográficos se preocupam em fatores gerais dos habitantes de um dado lugar, como a estrutura etária, as perspectivas de crescimento, as migrações, as questões de gênero, a mortalidade e muitos outros fatores.

Para uma melhor compreensão a respeito do comportamento das populações, é comum a utilização de alguns conceitos básico. Os principais conceitos populacionais são a densidade demográfica, a população absoluta, o superpovoamento, as taxas de crescimento e os termos relativos às migrações.

CONCEITOS DEMOGRÁFICOS FUNDAMENTAIS

Quando aos dados numéricos populacionais, utiliza-se alguns termos fundantes, como a população absoluta, que é o total de habitantes residentes em um determinado território, de modo que, quando esse número é elevado, dizemos que se trata de uma área populosa. Por outro lado, se considerarmos as taxas proporcionais, chegamos ao conceito de densidade demográfica, que é número de habitantes para cada unidade de área, essa geralmente medida em quilômetros quadrados. Quando essa densidade é alta, dizemos que o lugar é densamente povoado e, quando é baixa, fala-se em vazios demográficos.

O território brasileiro, por exemplo, possui uma população de, aproximadamente, 204 milhões de habitantes em 2015 segundo o IBGE, uma das maiores do mundo. Por outro lado, como se trata de um país de dimensões continentais, então a densidade demográfica fica em apenas 24 hab/km², o que é considerado um número relativamente baixo. Por isso, é comum que se diga que o Brasil é um país populoso mas pouco povoado.

Além desses dois conceitos, existe ainda, o de superpovoamento, que é utilizado para designar aquelas área que sofrem com a ausência de recursos ou má distribuição de renda, o que faz com que exista uma grande quantidade de habitantes abaixo da linha da pobreza ou em condições sociais muito desfavoráveis. Portanto, um país pode não ser densamente povoado ou populoso, mas, mesmo assim, ser superpovoado.

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Quando ao aumento do número de habitantes em uma determinada área, existe um conjunto de termos aplicados. O primeiro deles diz respeito ao número filhos para cada mulher em termos de média aritmética, o que chamamos de taxa de fertilidade. Já a taxa de natalidade representa o número de nascidos vivos para cada mil habitantes, enquanto que a taxa de mortalidade representa, de forma análoga, o número de falecimentos para cada mil habitantes.

Nesse sentido, quando temos a subtração do número de nascimentos pelo número de mortes em um dado período, chegamos ao conceito de crescimento natural ou vegetativo, que representa o aumento do número de pessoas em uma dada localidade sem considerar a entrada e saída de habitantes. Por sua vez, o saldo migratório representa o número de pessoas que chega ao local de análise (imigrantes) diminuído pelo número de pessoas abandonam o lugar em questão (emigrantes). Consequentemente, a soma do crescimento vegetativo com o saldo migratório nos fornece o panorama geral do crescimento populacional de uma região em um dado período.

Quando às migrações, os principais termos estão vinculados ao período de duração do deslocamento. O menor deles é a migração pendular, que é o movimento diário realizado pelos habitantes (como ir ao trabalho) sendo muito realizado de uma cidade a outra nas chamadas região metropolitanas. Já a migração sazonal, ocorre durante um período relativamente maior, mas também é um movimento temporário, a exemplo de uma viagem para fins turísticos ou para negócios. Além disso, existem as migrações definitivas, que podem incluir casos de refúgios (fuga de um país), busca por emprego ou alteração em um vínculo profissional, dentre outras possibilidades.

Um último tipo de migração que merece destaque é a do tipo campo-cidade, quando há uma migração em massa da população do campo para as cidades em um determinado período de tempo, o que também é chamado de êxodo rural. Fatalmente, esse processo culmina na urbanização ou na intensificação desta em diferentes localidades.

INDICADORES DEMOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS

Os indicadores demográficos são utilizados para avaliar as condições de vida das populações nas diferentes partes do mundo, a fim de diagnosticar os principais problemas socioeconômicos e estabelecer metas e medidas para combatê-los. Alguns dos índices mais utilizados são o IDH, o Coeficiente de Gini, a Taxa de Desemprego e a Linha da Pobreza.

O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – foi elaborado pela ONU nos anos 1990 e procura mensurar a qualidade de vida das populações. Assim, leva-se em consideração três principais fatores:

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  1. a renda bruta per capita, que corresponde à renda de um determinado país dividida pela sua população;
  2. a expectativa de vida, que é o número médio de anos que as pessoas vivem em um local, o que retrata as condições de saúde e segurança;
  3. o acesso à educação, que é mensurado pelas taxas de alfabetização e pelo número de matrículas efetuadas.

O Coeficiente de Gini – também chamado de Índice de Gini – é um dado matemático empregado na medição da desigualdade social. Ele analisa a correlação entre as populações mais pobres e as mais ricas, classificando-as conforme os níveis de renda. Em termos numéricos, esse coeficiente é medido de 0 a 1. Quanto mais próximo de zero, mais desigual é o país; quanto mais próximo de 1, melhor é a distribuição de renda.

Os dados sobre o desemprego também são fundamentais para medir o desenvolvimento de um país e a qualidade de vida de sua população. Nesse caso, a taxa de desemprego – também chamada de taxa de desocupação – refere-se à População Economicamente Ativa (PEA) desempregada, ou seja, aos habitantes que possuem condições e interesse de trabalhar de forma remunerada mas não conseguem.

Por fim, a Linha da pobreza ou Linha de extrema pobreza é um dado criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial na década de 1990 para se referir à população que vive com uma renda diária inferior a US$ 1,25 (um dólar e vinte e cinco cents). Segundo dados recentes, o número de pessoas nessas condições chega a cerca de 25% da população mundial, com a maior parte concentrada em países subdesenvolvidos.

Por Rodolfo Alves Pena
Mestre em Geografia

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