É muito comum ouvir ou ler informações sobre alimentos e bebidas que talvez possam fazer mal em determinadas situações por causa dos seus efeitos sobre a saúde. Dois cientistas responderam esclarecerem estes mitos, principalmente sobre os relacionados ao café e vinho. O que eles têm a dizer tirará um peso das suas costas.
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Mitos sobre o café e vinho
Veja a seguir mais informações sobre os mitos relacionados às bebidas populares.
Mito do café e sua mortalidade
Após acordar, a primeira coisa que o brasileiro preparará é seu café preto, para tomar no início do dia e ter as suas energias renovadas para as próximas horas. Há um mito que aponta que o consumo desse café aumenta a chance de morte por ataque cardíaco. Já um estudo realizado com mais de 200 mil pessoas mostrou o oposto dessa afirmação.
A pesquisa constatou que pessoas que bebiam de uma a três xícaras de café por dia, mesmo com uma colher de açúcar em cada, têm até 30% menos chance de morrer do que aqueles que não bebiam qualquer quantidade de café.
Mesmo com várias pesquisas sobre a cafeína, há quem ainda acredite que o café é prejudicial à saúde e que deve ser bebido com cautela por causa do “vicio” que provoca. Esse preconceito com a bebida deve-se ao passado, pois todos achavam que ela ocasionava problemas, principalmente cardíacos.
Além disso, diziam que dos dois efeitos da cafeína era causar ansiedade de insônia.
“Há algum tempo, a nossa perspectiva sobre o efeito do café na saúde mudou radicalmente”, disse Esther López-García, professora de medicina preventiva e saúde pública na Universidade Autônoma de Madri, para a BBC Mundo, um serviço de notícias em espanhol da BBC.
A docente explica que para quebrar essa barreira com o café, é necessário uma maior divulgação dos estudos feitos sobre os benefícios do grão que, para muitos, é essencial para a vida por causa da energia que o mesmo dá.
Vinho, o prolongador da vida
Sempre ouvimos apenas coisas boas sobre o consumo de uma taça de vinho ao dia. Supostamente ele pode trazer de benéficos para o coração ou algo do tipo. Por outro lado, pesquisas recentes indicam que nem tudo são flores.
O problema não está no vinho em si, mas sim no álcool. A World Heart Federation (WHF) publicou uma revisão de um estudo mostrando que o álcool definitivamente não é bom para a saúde cardiovascular. Ainda que há muito tempo seja difundido que o álcool prolonga a vida, é justamente o oposto. Ao menos é o que aponta a pesquisa.
“Nas últimas décadas, a prevalência de doenças cardiovasculares (DCV) quase dobrou”, observa o relatório da WHF, “e o álcool desempenhou um papel enorme na incidência de muitas delas”.
O argumento usado para justificar o consumo de vinho é baseado na presença de resveratrol, um composto que faz parte do grupo chamado polifenóis. Acredita que esse grupo atua como antioxidantes e que protege o corpo contra danos celulares, diminuindo assim os riscos de câncer e doenças cardiovasculares.
Como explica o médico do Hospital Universitário de Salamanca, seriam necessárias quantidades muito maiores desse composto do que as encontradas em algumas doses de vinho para obter esses efeitos na saúde.
