El Niño

El Niño é um ciclo climático no Oceano Pacífico com um impacto global nos padrões climáticos.

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O que é El Niño? O El Niño é a mudança de temperatura da superfície da água do Oceano Pacífico que começa quando a água morna no Oceano Pacífico tropical ocidental se desloca para leste ao longo do equador em direção à costa da América do Sul.

Normalmente, esta água quente fica perto da Indonésia e das Filipinas. Durante um El Niño, as águas superficiais mais quentes do Pacífico situam-se ao largo do noroeste da América do Sul.

Características

As manchas de coloração vermelha e branca indicam a região com maior temperatura, nota-se que o clima do oceano pacífico está sob influência do El Niño.

Os meteorologistas consideram um evento climático como El Niño quando vêem tanto a temperatura dos oceanos quanto a precipitação de tempestades irem em direção leste. Especialistas também observam que ventos alísios enfraquecem e até mesmo revertem sua direção durante o fenômeno climático.

Essas mudanças estabelecem um ciclo de retroalimentação entre a atmosfera e o oceano, o que aumenta as condições do El Niño.

A localização das tempestades tropicais muda para o leste durante um El Niño porque a umidade atmosférica é combustível para tempestades, e a maior quantidade de evaporação ocorre acima da água mais quente do oceano.

El Niño e La Niña

Há também um oposto de um El Niño, chamado La Niña . Isso se refere a épocas em que as águas do Pacífico leste tropical são mais frias do que o normal e os ventos alísios sopram mais fortemente do que o normal.

Coletivamente, El Niño e La Niña são partes de uma oscilação no sistema oceano-atmosfera chamado de El Niño-Oscilação Sul, ou ciclo ENSO, que também tem uma fase neutra.

Causas

Os cientistas ainda não entendem em detalhes o que desencadeia um ciclo de El Niño. Nem todos os El Niños são iguais, nem a atmosfera e o oceano seguem sempre os mesmos padrões de um El Niño para outro.

Para prever um El Niño, os cientistas monitoram as temperaturas nos 200 metros superiores do oceano. Por exemplo, na primavera de 2014, uma onda muito forte de água quente chamada “onda Kelvin” cruzou o Pacífico, levando alguns meteorologistas a prever um El Niño poderoso para o inverno de 2014.

No entanto, a previsão fracassou porque tempestades e ventos não seguiram as características do fenômeno, e os feedbacks entre atmosfera e oceano não conseguiram se desenvolver.

Frequência

O El Niño ocorre a cada três ou cinco anos, mas pode ocorrer com a mesma frequência que a cada dois anos ou, raramente, a cada sete anos. Normalmente, os El Niños ocorrem com mais frequência que os La Niñas. Cada evento geralmente dura de nove a 12 meses. Eles frequentemente começam a se formar na primavera, atingem o pico de força entre dezembro e janeiro e depois decaem em maio do ano seguinte.

Sua força pode variar consideravelmente entre os ciclos. Um dos mais fortes nas últimas décadas foi o El Niño que desenvolveu em 1997-98. O El Niño foi originalmente chamado El Niño de Navidad por pescadores peruanos em 1600.

Este nome foi usado pela tendência do fenômeno chegar em torno da época do Natal. Os registros climáticos do El Niño remontam a milhões de anos, com evidências do ciclo encontrado em núcleos de gelo, lamas do mar profundo, corais, cavernas e anéis de árvores.

Ação

Durante um El Niño, os ventos alísios enfraquecem no Pacífico central e ocidental. A temperatura da água na superfície da América do Sul esquenta, porque há menos ressurgência da água fria para resfriar a superfície.

As nuvens e tempestades associadas às águas quentes do oceano também se deslocam em direção ao leste. As águas quentes liberam tanta energia na atmosfera que o clima muda em todo o planeta.

Consequências

As águas mais quentes no Oceano Pacífico central e leste tropical têm efeitos importantes sobre o clima do mundo. Os maiores impactos geralmente não são sentidos até o verão ou o outono no Hemisfério Sul.

Um El Niño cria um ar mais forte e mais estável no Atlântico, o que dificulta a formação de furacões. No entanto, as temperaturas oceânicas mais quentes do que a média impulsionam os furacões no leste do Pacífico, contribuindo para temporadas de tempestade tropicais mais ativas.

Os El Niños fortes também estão associados à precipitação acima da média no Peru, o Chile, Brasil e no Equador. As capturas de peixes no mar da América do Sul são normalmente mais baixas do que o normal porque a vida marinha migra para o norte e para o sul, seguindo a água mais fria.

O fenômeno também afeta a precipitação em outras áreas, incluindo a Indonésia e o nordeste da América do Sul, que tendem a condições mais secas do que o normal.

Temperaturas na Austrália e no Sudeste Asiático são mais quentes do que a média. A seca causada pelo El Niño pode ser generalizada, afetando o sul da África, a Índia, o sudeste da Ásia, a Austrália, as ilhas do Pacífico e as pradarias canadenses.

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