Empreendedorismo atrai geração Z enquanto millennials buscam flexibilidade

Estudo revela desejo crescente da geração Z de empreender, contrastando com millennials, que buscam formatos além da CLT.


A Geração Z está cada vez mais inclinada a abrir o próprio negócio, mostrando uma tendência distinta em comparação com outras gerações. Embora esse sonho seja comum entre as diferentes idades, os mais jovens se destacam.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Datatempo em parceria com a Fecomércio MG, 43% dos jovens entre 16 e 30 anos desejam empreender. Essa cifra supera a média geral da população, que é de 35%.

Enquanto isso, os millennials, representados por indivíduos entre 31 e 42 anos, têm uma visão mais crítica sobre os modelos de trabalho tradicionais, como a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A pesquisa revela que 31,3% desta geração não consideram a CLT o regime ideal.

Esta diferença de perspectivas destaca as mudanças no mercado de trabalho e as novas expectativas das gerações mais jovens.

Jovens empreendedores: casos de sucesso

Uma reportagem do portal O Tempo conta a história de Guilherme Righi, que, aos 26 anos, é um exemplo de jovem que realizou o sonho de empreender.

Em novembro de 2024, ele e sua esposa, Yzabella Moreira, abriram um restaurante especializado em massas. A experiência adquirida durante dois anos na Itália foi crucial para o sucesso do empreendimento.

Por outro lado, Dâmaris Roseane Silva Alves Furtado, membro da geração millennial, optou por deixar a carreira em farmácia para se dedicar ao ramo de semijoias. Em busca de realização pessoal e profissional, ela decidiu criar sua própria marca, Dâm Semijoias, adaptando-se a um estilo de vida mais flexível.

Desafios e recompensas do empreendedorismo

Marcelo Souza e Silva, presidente do Sebrae-MG, destaca que o Brasil tem visto um crescimento significativo no número de microempreendedores individuais (MEIs). Atualmente, cerca de 80% dos CNPJs no país pertencem a esse grupo.

Entretanto, ele ressalta que empreender não significa automaticamente trabalhar menos ou lucrar mais.

Para Dâmaris, a transição para o empreendedorismo não foi motivada por ganhos financeiros. Ela revela que, por um período, não obteve rendimentos superiores aos que tinha como trabalhadora formal.

O desejo de liberdade e a busca por uma vida mais alinhada com seus valores foram os principais motivadores.

Fatores que influenciam as novas gerações

O sonho de empreender dos mais jovens tem alguns motores, como:

  • A lealdade reduzida da geração Z a uma única empresa, com apenas 36,4% demonstrando compromisso.
  • Menor permanência em uma mesma área de atuação, com 34,6% buscando mudanças.
  • O otimismo na progressão de carreira atinge 86,9%, incentivando novas experiências.

Esses aspectos são fundamentais para entender o comportamento das novas gerações no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo, refletem uma adaptação contínua às novas realidades e expectativas profissionais.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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