Entenda como cogumelos conseguem “falar” uns com os outros

Novo estudo aponta que os cogumelos podem se comunicar a partir de impulsos elétricos. Leia e entenda.

Segundo cientista chamado Andrew Adamatzky, os cogumelos se comunicam usando sinais que seriam equivalentes a 50 palavras. O que o pesquisador chama de “palavras”, como explicado por ele em seu estudo, na verdade, são impulsos elétricos identificáveis que seriam equivalentes às palavras humanas.

Se você ficou curioso, e quer saber mais sobre como os cogumelos podem “falar”, é só continuar lendo este artigo.

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Cogumelos podem se comunicar?

Segundo o cientista Adamatzky, sim! Em seu estudo, foram posicionados pequenos eletrodos em locais habitados por diferentes tipos de fungos. Durante sua pesquisa, analisando os dados recolhidos, ele percebeu a presença de pequenos impulsos elétricos que se mantinham constantes entre os cogumelos.

Dessa forma, foi possível descobrir um padrão, que varia de acordo com algumas condições externas, como variação de luz, calor e contato com materiais diferentes. Ao entrarem em contato com a madeira, por exemplo, os impulsos elétricos entre os fungos aumentaram.

Comunicação entre fungos: as palavras compartilhadas

Os fungos são organismos do reino Fungi, que são distintos das plantas, integrantes do reino Plantae. Olhando para eles sob uma perspectiva distante, esses seres parecem estar bastante inertes e desinteressados. No entanto, eles podem manter, a seu modo, uma ativa e constante comunicação entre si.

Por exemplo, ainda de acordo com o estudo, se a umidade aumenta ou a temperatura cai, algum tipo de impulso elétrico se manifesta. Tal impulso ocorre sempre atrelado a uma mesma situação: alta umidade ou baixa temperatura. Assim, os cientistas envolvidos concluíram que o impulso elétrico tinha algum significado específico e não aleatório.

Nesse sentido, vários outros impulsos comunicativos foram detectados ao mudar certas condições ambientais. Usando esses impulsos, os cientistas conseguiram catalogar aproximadamente 50 diferentes mensagens. Eles reagem à presença de determinados materiais, e também há sinais de alerta quando algo os prejudica ou ameaça.

Além disso, foi determinado que os impulsos se originam do centro fúngico, em uma região que poderia ser classificada como seu “centro nervoso”. Isso tem implicações, pois demonstra um nível de conscientização e comunicação. A transmissão da mensagem é possibilitada por uma estrutura conhecida como “hifa”.

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