Este é o país que pode ser engolido pelo mar

Local enfrenta risco de desaparecimento devido às mudanças climáticas e busca se tornar a primeira nação digital do mundo.


Tuvalu, um pequeno e belo arquipélago no meio do Oceano Pacífico, vive uma situação crítica. A região corre o risco de deixar de existir devido ao avanço das águas do mar, resultado das mudanças climáticas.

A ameaça representa um risco real de submersão deste território da Oceania. As autoridades têm buscado soluções inovadoras para garantir a continuidade do país, mesmo que de forma digital.

O ponto mais alto de Tuvalu está a meros cinco metros acima do nível do mar, colocando sua existência em perigo nas próximas décadas. Com uma população de cerca de 11 mil pessoas, o governo tuvaluano tem como objetivo ser reconhecido como a “primeira nação digital do mundo”.

Para isso, há planos de digitalizar não apenas as características físicas das ilhas, mas também elementos culturais como danças e tradições locais.

Alerta global para a crise climática

Tuvalu tem usado plataformas internacionais para alertar o mundo sobre sua situação. Em 2009, durante a Conferência do Clima (COP 15), Ian Fry, representante tuvaluano, emocionou-se ao pedir que países reduzissem suas emissões.

Doze anos depois, em 2021, o ministro Simon Kofe fez um apelo inusitado na COP 26, gravando um vídeo com água até os joelhos, para simbolizar a iminente ameaça de submersão.

Foto: Reprodução

Iniciativas inovadoras para sobrevivência

Em resposta à inação global, Tuvalu decidiu agir de forma independente. No final de 2022, o governo anunciou a transição do país para o metaverso, projeto chamado “Future Now” (Futuro Agora).

O ministro Simon Kofe explicou que um cabo submarino fornecerá a largura de banda necessária para essa mudança, enquanto o povo é consultado sobre aspectos culturais que desejam preservar digitalmente.

Questões de soberania digital

A transformação de Tuvalu em uma nação digital levanta questões sobre soberania. A mudança na Constituição do país redefine seu conceito de Estado, assegurando sua continuidade apesar da perda física do território.

Doze países, incluindo as Bahamas e Gabão, já reconheceram essa nova definição. O primeiro-ministro Kausea Natano enfatiza que a soberania de Tuvalu não está em jogo, mesmo no formato digital.

Tuvalu segue sendo o símbolo dos desafios enfrentados por nações vulneráveis às mudanças climáticas. Enquanto o mundo decide seu futuro, a inovação tuvaluana oferece uma oportunidade única de reflexão sobre a preservação cultural e a soberania em um mundo digital.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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