Governadores Gerais do Brasil – Resumo, quem foram e período

Durante o período colonial, com o objetivo de estabelecer uma administração para o Brasil, Portugal decidiu implementar a figura do governador-geral aqui.

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A colonização do Brasil começou por volta de 1530, com Martim Afonso de Souza. Entretanto, naquele momento, a principal atividade econômica aqui era o pau-brasil, portanto, uma atividade extrativista, sem intenção de povoamento.

Poucos portugueses vieram para cá, e estes, se juntaram aos índios para preparar as árvores que eram enviadas a metrópole.

A notícia do descobrimento novas terras, obviamente, despertou o interesse de outros países europeus. Além disso, o território brasileiro, principalmente o litoral, sofria ataques constantes de piratas e corsários franceses.

Para amenizar essa situação e evitar invasões, o governo português dividiu o Brasil em 15 capitanias hereditárias. Cada uma delas foi doada a um donatário, que eram membros da baixa nobreza lusitana. Assim, cada um deles seria responsável pela colonização e proteção de sua porção de terra.

Entretanto, essa experiência não foi bem sucedida. Nesse contexto, foi implantado o sistema do governo geral, onde um governador, indicado pelo rei, era responsável pelo comando.

A nova forma de administração possibilitou a criação de outras funções, tais como ouvidor-mor (área judicial), alcaide-mor (administração e questões militares) e provedor-mor (área financeira).

Principais governadores-gerais do Brasil

Tomé de Souza (1549 -1553)

O primeiro a ser nomeado como governador-geral, Tomé de Souza foi o responsável por restabelecer a soberania da Coroa Portuguesa na colônia e criar a primeira capital brasileira, instalada na cidade de Salvador, na Bahia.

Ele desembarcou no Brasil com aproximadamente mil pessoas, entre elas, muitos padres e missionários jesuítas, incluindo o Padre Manuel da Nóbrega, chefe da primeira missão jesuíta na América. O objetivo desses religiosos era catequizar os índios brasileiros, convertendo-os em cristãos.

Em relação a economia, deu início às atividades pecuaristas e fundou diversos engenhos no nordeste, que eram os responsáveis pela produção do açúcar que era enviado para a metrópole.

Também durante o governo de Tomé de Souza, muitos africanos escravizados foram trazidos ao Brasil.

Duarte da Costa (1553 – 1558)

Um dos principais acontecimentos do governo de Duarte da Costa foi a criação, em 1554, da cidade de São Paulo, hoje, principal cidade do país.

Ele também foi o responsável por organizar as entradas rumo ao interior do país, cujo objetivo era explorar o território em busca de pedras e metais preciosos. Além disso, enfrentou a invasão dos franceses no Rio de Janeiro e combateu fortemente os indígenas do litoral baiano, com a intenção de colonizar aquela faixa de território.

Mem de Sá (1558 – 1572)

O maior feito de seu governo foi a criação da cidade de São Sebastião do Rio do Janeiro, em 1565. A atual cidade do Rio de Janeiro foi criada por seu sobrinho, Estácio de Sá.

Ademais, Mem de Sá apenas deu continuidade às políticas e atividades iniciadas por seus antecessores. Consolidou o sistema do governo-geral, conseguiu expulsar os franceses do Rio de Janeiro, adotou medidas para aumentar a produção de açúcar e possibilitou a realização das missões jesuíticas.

Se Duarte da Costa, combateu os indígenas, Mem de Sá conseguir mobilizá-los como força de combate, visando a expulsão dos invasores franceses.

Fim do governo geral

Mem de Sá morreu em 1572, mesmo ano em que Portugal dividiu o território em duas partes: Governo do Norte, cuja sede era Salvador e Governo do Sul, cuja sede era o Rio de Janeiro

Ainda assim, a medida político-administrativa do governo geral durou até 1808, quando a Família Real Portuguesa chegou ao Brasil.

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