Kittenfishing: já ouviu falar no primo mais novo do ‘catfishing’?


Você já deve ter ouvido falar de catfishing, não é mesmo? Quando uma pessoa finge ser outra completamente diferente na internet ao se relacionar afetivamente com outra. Já tivemos até mesmo um reality show da MTV sobre isso. Mas você conhece o primo mais novo dele, o kittenfishing? O nome desta nova tendência, cada vez mais popular nos aplicativos de relacionamento, é um trocadilho com “catfish”. Isso porque “kitten” é um filhote de “cat” na língua inglesa.

O que é kittenfishing?

Por ser um primo do catfishing, a atividade é similar. Enquanto a “original” envolve fingir ser uma pessoa completamente diferente, o kittenfishing pode ser resumido como contar “pequenas mentiras” para quem está do outro lado da tela.

Pode até parecer inofensivo, mas algumas informações podem fazer toda a diferença quando você está conhecendo uma pessoa.

Por exemplo, mentir sua altura ou peso para parecer mais atraente, dizer que é cinco anos mais novo ou afirmar que mora em um bairro mais ao centro da cidade.

Eu falei isso? Nem percebi

O kittenfishing é, inclusive, comum no dia a dia. É normal falarmos que somos um pouco mais novos do que está no nosso RG, fingir que assistimos a um filme ou mentir que entendemos sobre algum assunto quando, na verdade, só pesquisamos o superficial no Google.

O pior é que isso acontece com tanta frequência que, muitas vezes, nem percebemos. De acordo com um levantamento feito pelo aplicativo de relacionamentos Hinge, 38% dos homens e 24% das mulheres caíram em conversas de kittenfishing em algum momento.

Entretanto, 2% e 1%, respectivamente, assumiram que já contaram uma “mentirinha” para o crush.

Isso pode ser reflexo de duas coisas, de acordo com o que foi publicado pelo aplicativo: ou este tipo de “fake news” é socialmente aceita ou que as pessoas têm vergonha de admitir que o fazem.

Além disso, conhecer uma pessoa por meio de uma mentira nunca é o melhor caminho para um relacionamento duradouro. Ademais, é bom ter em mente que a maioria das informações falsas serão desmascaradas logo no primeiro encontro.

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Escrito por

Murillo Soares

Graduado Comunicação Social pela Universidade Federal de Goiás. Apaixonado por mídias digitais, cultura pop, tecnologia, política e psicanálise.

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