Modo de preparo do café importa? Estudo mostra que sim – e o motivo é o colesterol

Pesquisa sueca destaca que a forma de preparar café influencia nos níveis de colesterol, com o método filtrado sendo o mais saudável.

O café é uma bebida essencial na mesa de muitos brasileiros, consumido frequentemente pela manhã ou após as refeições. Entretanto, pesquisadores alertam para o potencial aumento do colesterol devido aos diterpenos presentes na bebida, especialmente quando preparada de determinadas maneiras.

Um estudo publicado na revista Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases destaca a relação entre o modo de preparo do café e os níveis de colesterol. A pesquisa, liderada por cientistas suecos, mostra que a quantidade de diterpenos, como o cafestol e o kahweol, varia conforme o método de preparo.

Os pesquisadores identificaram que o café fervido, comum em máquinas que misturam café com água quente sem filtragem, é o método menos saudável devido aos altos níveis de diterpenos.

Por outro lado, o café filtrado, tradicionalmente passado por filtros de papel, surge como a opção mais benéfica para manter o colesterol sob controle.

Comparação entre métodos de preparo do café

Para chegar às conclusões, a equipe analisou amostras de 11 máquinas que preparavam café com grãos misturados à água quente, passando posteriormente por um filtro de metal, e três que usavam concentrado de café líquido sem filtragem.

Os métodos tradicionais, que utilizam filtragem, demonstraram menores níveis de diterpenos.

David Iggman, nutricionista clínico da Universidade de Uppsala, na Suécia, e coautor do estudo, enfatiza: “Para quem consome café diariamente, o café filtrado por gotejamento ou bem filtrado é a melhor escolha”.

Apesar dos achados, o estudo possui limitações, pois não considerou a torra dos grãos nem a temperatura da água.

Implicações para a saúde

Embora a pesquisa aponte riscos do diterpeno, outros estudos sugerem que o consumo moderado de café pode trazer benefícios à saúde, como a redução do risco de doenças neurológicas e de alguns tipos de câncer.

A recomendação é buscar um equilíbrio no consumo, privilegiando métodos que minimizem os efeitos indesejados.

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