Mulher paranaense é a primeira tetraplégica a formar-se em medicina

Elaine Luiza dos Santos é a primeira estudante tetraplégica a se formar em medicina no país. Veja um pouco de como foi sua trajetória.

Elaine Luiza dos Santos é a primeira estudante tetraplégica a se formar em medicina no país. Nascida no estado do Paraná, a aluna iniciou seu curso por volta de 2012, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Entretanto, no decorrer deste período, a jovem mulher acabou sofrendo um acidente vascular encefálico gravíssimo (derrame).

Então, a partir daquele momento, Elaine enfrentou inúmeras dificuldades, tanto físicas quanto emocionais. Depois, mudou-se para a cidade vizinha, Cascavel, a fim de facilitar seus tratamentos médicos. Dúvidas a rodearam, além de insegurança e incerteza, mas ela possuía um grande desejo de concluir seu tão desejado curso. “Não queria abrir mão do sonho de me tornar médica. Foi um sonho de criança que nutri até a vida adulta”, conta.

Em um dilema sobre trancar a faculdade ou lutar pelo seu sonho, finalmente ela decidiu. Permaneceria até o fim, com sua motivação de auxiliar no bem-estar das pessoas. “Minha motivação para continuar foi o desejo de poder cuidar das pessoas. A motivação é algo intrínseco ao sonho. Simplesmente, o encanto que tenho pela ciência é que faz o esforço valer a pena”, afirma.

Contudo, seu trajeto para chegar até aqui contou com a participação de uma vasta equipe. Com o amparo fornecido pela faculdade, a jovem passou a fazer parte do Programa de Educação Especial (PEE), o qual disponibilizava uma pedagoga especializada. “Foi uma longa relação com os profissionais do PEE. A rotina de estudos teria sido mais difícil sem eles”, comentou Elaine.

Além disso, houve várias adaptações pela instituição, desde sala especializada até processos avaliativos, conforme a legislação própria para alunos com condições especiais.

Agora formada, ela reconhece que haverá diversos obstáculos também no mercado de trabalho, mas está ciente que nenhum dos seus esforços foi em vão e que todo o caminho percorrido até o momento valeu a pena. “Penso que sou muito vitoriosa. Sinto que essa conquista pode incentivar outras pessoas a buscarem as suas realizações pessoais. Apesar de a vida ter muitos momentos difíceis, isso não significa que nunca mais seremos felizes”, ressalta a agora médica.

Em suma, a vida de Elaine certamente servirá para incentivar milhares de pessoas a seguirem seus sonhos, independentemente do tamanho dos obstáculos.

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