O que o foodservice pode aprender com a crise da Netflix?

A Netflix é a primeira e maior empresa de streaming do mundo, que por muitas décadas reinou e veio crescendo em números de assinantes.

A Netflix é a primeira e maior empresa de streaming do mundo, que por muitas décadas reinou e veio crescendo em números de assinantes. Porém, nos últimos meses, a plataforma vem passando por uma fase muito ruim, com uma diminuição considerável no número de usuários.

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Com esta crise que o streaming vem passando, podemos traçar um paralelo com o foodservice, que em 2019 vinha se recuperando de uma crise, até chegar em 2020 e 2021 e entrar em uma ainda maior.

Concorrência

A primeira lição que podemos aprender com a Netflix é sobre concorrência. Por muito tempo a plataforma esteve sozinha no mercado, mas nos últimos anos diversos serviços de streaming foram surgindo, com diferenciais importantes.

Está certo que estas empresas aprenderam muito com a Netflix, mas além disso, alguma delas vieram com uma bagagem de aprendizado maior, começando bem o suficiente para competir com a pioneira. Alguns exemplos são a Disney+, que já tinha experiência em produções próprias, coisa que a Netflix teve que batalhar muito para aprender, e a Amazon Prime Video, que já começou muito bem inserindo o streaming na plataforma prime da empresa.

E agora ainda existem no mercado streamings em ascensão, como o Paramount+, a Star+ e a HBO Max. O que isso nos ensina? Que não importa o quão boa seja a empresa e seu relacionamento com o cliente, pois ele sempre dará uma chance a experiências novas.

No foodservice, há inúmeros novos estabelecimentos sendo inaugurados todos os dias, atiçando a curiosidade do cliente. E para isso é preciso ter maturidade e resiliência. Com isso e trabalhando com os pilares da gestão do negócio, é possível manter o crescimento, mesmo com concorrentes à volta, e se reinventar sempre que for preciso.

Aumento de preços

Outro ponto da crise da Netflix é o aumento de preço, que causou uma grande onda de cancelamento de assinaturas. Muitas vezes, no foodservice, evitamos o reajuste de preços com medo da evasão de clientes. E isso pode realmente acontecer, como está acontecendo com o streaming.

A resposta para este problema é oferecer um trabalho impecável, para que seu cliente sinta que vale a pena pagar pelo seu produto, independentemente do valor, e também sempre volte para você, mesmo experimentando da concorrência.

Para finalizar, a Netflix hoje paga pelas decisões que fez no passado. Por exemplo, quando o streaming ainda estava em crescimento, a empresa permitia que a senha fosse compartilhada, acostumando seus clientes com a prática.

Hoje, no momento de crise, esta prática traz um grande prejuízo para seus cofres, pois milhares de pessoas poderiam ter suas próprias assinaturas ao invés de dividir com outros. Mas se a Netflix proibir o compartilhamento, a rejeição pelo streaming será maior ainda.

A lição disso tudo é: pensar nas consequências de suas decisões no futuro. Se você oferece uma embalagem gratuita quando o cliente pede para viagem, ou oferece frete grátis no delivery, entre outros agrados que podem passar amabilidade para o cliente, isso pode gerar um efeito muito ruim quando você não puder mais bancá-los e ter de passar a cobrar. Por isso, é muito importante se precaver e pensar no futuro, para depois não ser prejudicado por suas escolhas do passado.

Outra atitude da Netflix que impactou nos números foi a retirada da programação na Rússia, que a fez perder cerca de 700 mil assinaturas. Porém, esta decisão manteve fidelidade aos seus valores, e isso é muito importante.

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