O simples hábito que pode prolongar sua vida e não envolve academia

Estudo abrange mais de 160.000 participantes, revelando que 7.000 passos diários são suficientes para melhorias na saúde.


Caminhar sempre foi uma atividade física acessível e eficaz, mas agora recebe uma nova validação de um estudo recente publicado no The Lancet Public Health. Este estudo, que envolveu mais de 160.000 pessoas, destacou como caminhar pode impactar positivamente a saúde em várias frentes.

Com base em uma análise abrangente, os pesquisadores identificaram que a quantidade ideal de passos por dia para quem busca longevidade e bem-estar não é tão alta quanto se pensava.

A pesquisa sugere que dar 7.000 passos diariamente já é suficiente para reduzir expressivamente riscos de doenças crônicas e aumentar a expectativa de vida.

Esta descoberta contrasta com a recomendação popular de 10.000 passos, originada de uma campanha de marketing japonesa na década de 1960. O estudo reavalia essa meta, oferecendo evidências atualizadas sobre os benefícios de metas mais modestas.

Benefícios multissistêmicos da caminhada

A caminhada diária oferece benefícios amplos e integrados, abrangendo desde a saúde cardiovascular até a função cerebral e o humor.

Conforme Borja del Pozo Cruz, pesquisador da Universidade Europeia de Madri, essa atividade simples pode melhorar a sensibilidade à insulina, liberar endorfinas e reduzir o estresse, promovendo bem-estar geral.

O estudo apontou que a prática regular de caminhar 7.000 passos por dia pode diminuir o risco de morte em 47%, além de reduzir a chance de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência, depressão e até alguns tipos de câncer.

Uma abordagem realista

Um dos pontos centrais do estudo é a desmistificação do limite dos 10.000 passos. Os dados indicam que os benefícios à saúde são perceptíveis entre 0 e 7.000 passos.

Passar desse ponto resulta em ganhos menores, sem justificativa para metas exageradas.

  • 2.000 a 4.000 passos: melhora inicial notável.
  • 6.000 passos: ideal para pessoas acima de 60 anos.
  • 8.000 a 10.000 passos: máximo para adultos mais jovens.

Pesquisa futura

Apesar das descobertas promissoras, a pesquisa reconhece limitações, especialmente em relação a doenças como câncer ou demência. Por isso, novos estudos são incentivados para solidificar ainda mais essas descobertas.

No entanto, a mensagem central permanece: não é preciso se transformar em atleta. Pequenos aumentos na atividade física, como caminhar regularmente, já trazem benefícios palpáveis para a saúde.

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Escrito por

Lorena de Sousa

Jornalista graduada pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o time VS3 Digital desde 2016. Apaixonada por redação jornalística, também atuou em projetos audiovisuais durante seu intercâmbio no Instituto Politécnico do Porto (IPP).

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