País em desenvolvimento – Definição, Estágios e Críticas

As nações em desenvolvimento têm bases financeiras e industriais mais fracas e qualidade de vida mais baixa em relação às normas globais.

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A definição mais amplamente aceita de um país em desenvolvimento é a de um país que tem baixos níveis de industrialização e se classifica mal no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Uma baixa pontuação no IDH significa que os cidadãos de um determinado país têm menor expectativa de vida, menores níveis de escolaridade, menor renda per capita e maiores taxas de fertilidade do que os encontrados em outros países.

A maioria dos países da África, Europa Central, Europa Oriental, Ásia, América do Sul e América Central são geralmente considerados em desenvolvimento.

Medindo o Desenvolvimento

Como mencionado anteriormente, existem vários indicadores que ajudam a medir o nível de desenvolvimento em qualquer país. O Fundo Monetário Internacional mede o desenvolvimento considerando a renda per capita, a diversificação das exportações e o envolvimento no mercado financeiro global.

A ideia por trás da diversificação das exportações é que, quanto mais diversificados os produtos exportados, menor o risco que uma economia tem de sofrer com uma crise, caso um desses bens perca valor ou demanda. Outras organizações, como o Banco Mundial, definem um país como “em desenvolvimento” quando a renda anual per capita está abaixo de US$ 12.275,00.

As medidas de desenvolvimento estão consistentemente ligadas à industrialização e aos padrões de vida. Os baixos níveis de renda e as altas taxas de crescimento populacional são fatores chave. Para abordar e incentivar o desenvolvimento, existem várias teorias acadêmicas.

Algumas sugerem que investir no desenvolvimento humano levaria a mais produtividade e, por sua vez, a uma economia melhorada. Outros argumentam que investir em empregos e infraestrutura teria um impacto mais direto e resultaria em melhor qualidade de vida.

Estágios de desenvolvimento

Dentro das economias em desenvolvimento, existem níveis específicos que ajudam a definir onde um país se encontra na faixa de desenvolvimento. As classificações mais comuns incluem os países recentemente industrializados, os mercados emergentes, os mercados fronteiriços e os países menos desenvolvidos.

Um país recém-industrializado ainda não atingiu o status de “desenvolvido”, mas está avançando a um ritmo mais rápido do que seus equivalentes menos desenvolvidos. Isso geralmente ocorre como resultado da mudança de uma economia baseada na agricultura para uma economia industrial. A África do Sul, o Brasil e a China estão nesta categoria. Um mercado emergente é outro termo para esse tipo de desenvolvimento.

O termo mercado de fronteira é usado para descrever um país que ainda não atingiu o status de mercado recém-industrializado ou emergente. Estes são mercados menores que ainda são considerados dignos de investimento de alto retorno durante um longo período de tempo. Alguns países nesta lista incluem o Vietnã, a Argentina e a Bulgária.

Os países menos desenvolvidos são aqueles que apresentam os níveis mais baixos de desenvolvimento socioeconômico. Eles são caracterizados por altos níveis de pobreza e vulnerabilidade econômica. Lugares como Angola, Serra Leoa, Afeganistão, Nepal e Haiti são considerados países “menos desenvolvidos”.

Desafios

Assim como os países em desenvolvimento compartilham vários indicadores comuns de desenvolvimento, eles também compartilham muitos dos mesmos desafios para o seu desenvolvimento.

Alguns desses desafios incluem questões de saúde. Os países em desenvolvimento são mais propensos a experimentar um crescimento populacional exponencialmente alto nas áreas urbanas, pouco ou nenhum acesso a água potável, altos casos de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes e hipertensão e riscos ambientais à saúde, como a poluição do ar.

Críticas

Embora falar de ‘países desenvolvidos’ e ‘em desenvolvimento’ seja uma prática amplamente utilizada, ela também é amplamente criticada. Muitas pessoas acreditam que o termo denota inferioridade.

O termo usa o mundo ocidental como medida de comparação e incorretamente assume que todos os países e seus cidadãos têm o desejo de imitar os estilos de vida ocidentais. Alguns críticos sugeriram que uma alternativa melhor seria a terminologia que enfoca na satisfação dos residentes de um país e não seu nível de riqueza.

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